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Assentados do JD exigem indenização

Moradores do Joana D’arc ameaçam fazer protesto em Porto Velho.

Por Daniela Castelo Branco Diário da Amazônia
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Publicado: 19/06/2017 às 05h00min

Dona Leonice reclama dos constantes ataques das “mutucas”, que impestam o local

Constantes alagações, solo infértil, aumento de insetos, animais peçonhentos e selvagens, aumento das doenças, procrastinação em relação às indenizações que já se estendem desde 2013 e tantos outros problemas tornaram-se uma luta já cansada para os moradores do assentamento Joana D’arc, localizado a 120 quilômetros de Porto Velho em área atingida pelas usinas do rio Madeira.

Como aquela região é inteiramente dedicada às atividades agrícolas o solo encharcado atinge a única fonte de renda da maioria dos moradores: as plantações estão morrendo e o solo não produz mais os minerais necessários para complementar a alimentação dos animais.

A realidade do assentamento consta no Relatório Social II, de 15 de agosto realizado pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) da OAB-RO juntamente com a Associação Missionária Casa do Pai, a pedido do Governo Federal.
Em visita realizada em setembro de 2013, uma equipe da Comissão comandada pelo advogado Esequiel Roque, foi até o assentamento verificar a realidade dos problemas denunciados pelos moradores, mas de lá para cá, nada resolutamente aconteceu.

O relatório à época recomendou ao Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que remanejasse as famílias e que indenizasse as mesmas pelos prejuízos sofridos, bem como, o recebimento de um auxílio para que pudessem restituir suas vidas, mas até o momento, pouca coisa aconteceu de fato.

A Santo Antônio Energia retirou algumas famílias de determinadas áreas, indenizou algumas outras, mas a grande maioria aguarda com sofreguidão medidas emergenciais, por não aguentarem mais tanto sofrimento.

É o caso de Dona Leonice dos Santos, de 55 anos, moradora há 15 anos do Setor II, bloco 98 do assentamento Joana D’arc, que alega não ter mais condições de residir no local.

Dentre as maiores reclamações, ela conta que é insuportável conviver com ‘mutucas’ (moscas que causam uma coceira enorme), com a contaminação dos lençóis freáticos, animais peçonhentos e com suas criações e animais domésticos sendo devorados por toda a espécie de mosquitos e animais selvagens.


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