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Bairros ribeirinhos são monitorados

A defesa civil acompanha o nível das águas do rio Madeira e monitora bairros ribeirinhos.

Por Ana kézia Gomes Diário da Amazônia
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Publicado: 07/12/2017 às 05h05min

No Cai n’Água, além dos riscos de desmoronamentos, a concentração de lixo preocupa (Foto: Jota Gomes/Diário da Amazônia)

Com o início do período chuvoso na região começam as preocupações com os problemas ocasionados pelas tempestades. Mesmo que o volume de chuvas ainda esteja abaixo do nível normalmente registrado nesta época do ano, a mobilização se faz necessária para garantir a segurança da população. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Artur Luiz Santos de Souza, as principais situações ocasionadas por ventanias e temporais são quedas de fachadas de estabelecimentos, telhados, arrancamento de árvores e desbarrancamento.

Segundo a Defesa Civil, no período chuvoso também é necessário realizar trabalhos de prevenção em áreas propensas a inundações. A partir da próxima semana, moradores dos bairros Triângulo, Nacional, Balsa, São Sebastião II e Areal, que compõem o perímetro ribeirinho urbano de Porto Velho, receberão visitas dos agentes da Defesa Civil para ficarem cientes das possibilidades de enchentes. “Todo ano tem enchente, só não sabemos a proporção”, afirma Marcelo Silva dos Santos, coordenador da Defesa Civil Municipal, explicando que, por enquanto, Porto Velho se encontra em situação de risco médio para inundações, porém as áreas da comunidade de São Sebastião, Maravilha, Belmont e os distritos de São Carlos, Nazaré e Calama, na Região do Baixo Madeira, estão na área de mapeamento de alto risco.

Na região do Belmont, por exemplo, a Defesa Civil, em conjunto com a Marinha Fluvial, proibiu a ancoragem de embarcações. “No Belmont a erosão está em um estágio avançado próximo à estrada, então foi proibido o estacionamento de embarcações pesadas porque elas causam um sobrepeso que pode acelerar o processo de deslizamento de terra”, explica o coordenador.
Outra preocupação da Defesa Civil está relacionada ao fenômeno conhecido como “Terras Caídas”, que causa erosões quando a água atua sobre as margens dos rios, ocasionando a formação de rupturas que podem ser comparadas a “cavernas subterrâneas”. Esse fenômeno é comum no rio Madeira. O Diário da Amazônia conversou com comerciantes do bairro Triângulo e trabalhadores do Porto do Cai n’Água. De acordo eles, o aumento do nível é perceptível, porém não de forma assustadora ou anormal.



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