Porto Velho/RO, 19 Abril 2024 04:26:57

Cadê o patinho feio da Fiesp?

O Brasil ainda se recupera da operação Carne Fraca contra os frigoríficos. Em Rondônia, o reflexo da operação está gerando prejuízos.

A- A+

Publicado: 23/07/2017 às 06h30min

Leitores desinformados não conseguiram identificar o motivo da presença de um pato amarelo nas mobilizações realizadas pela Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp). O pato sempre esteve presente nos protestos que exigiram a impeachment de Dilma Rousseff (PT). O patinho amarelo também esteve no ato em apoio ao presidente Michel Temer (PMDB). Agora, depois de um ano, o patinho volta e cena. Desta vez, contra as medidas adotadas pelo governo federal.

A população comemorava na segunda-feira a queda da inflação e a retomada a economia, mas na quinta-feira foi surpreendida com aumento dos tributos da gasolina, refletindo diretamente no bolso do consumidor.

O aumento de tributos sobre os combustíveis, que entrou em vigor hoje (21), terá impacto momentâneo sobre a inflação, não devendo fazer o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar o ano acima do centro da meta, de 4,5%. A avaliação é de consultorias e de especialistas.

As projeções variam, mas a inflação oficial deverá encerrar 2017 quase um ponto percentual abaixo do centro da meta. O aumento de alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o etanol e o diesel tem efeito cascata sobre outros preços, como frete, transporte público e alimentação. Mesmo assim, os economistas avaliam que o impacto será marginal na inflação do ano.

Na sexta-feira, o presidente Temer esteve explicando os motivos que o levaram a reajustar o tributo. A medida foi bastante criticada nas redes sociais.

O brasileiro já enfrentava no início do ano a crise econômica forte e teve que cortar alguns gastos, inclusive no pagamento de impostos.

Em Rondônia esse reflexo da economia não está tão profundo, mas foi necessário o governo do Estado e prefeituras apertaram os cintos no final do ano passado, caso contrário, muitos municípios não fechariam as contas. Apesar da crise não impactar de forma forte o Estado, o reflexo será sentido a partir do momento que o governo fizer a transferência de recursos aos cofres de Rondônia através do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Com certeza o Estado poderá receber menos dinheiro.

O Brasil ainda se recupera da operação Carne Fraca contra os frigoríficos. Em Rondônia, o reflexo da operação está gerando prejuízos na pecuária.



Deixe o seu comentário