CIDADES - 6 de setembro de 2013 - 16h06

Comboni atende 300 mil pacientes

cidade 1A procura por atendimento oncológico em Cacoal tem sido intensa nos últimos meses devido a qualidade dos serviços prestados. Pacientes de câncer do município e localidades próximas procuram a unidade onde recebem tratamento gratuito para todo tipo de câncer, com serviços de rádio e quimioterapia, consultas e cirurgias oncológicas.

De acordo com a administradora do Hospital, Cleane Possmoser, só no último mês 60 pacientes deram entrada para a quimioterapia na unidade, além dos pacientes que já estavam sendo tratados os atendimentos aumentaram consideravelmente. “Atualmente temos 300 pacientes em média, sendo 130 de quimioterapia e o restante que faz rádio e consultas”, contou.

Os atendimentos são feitos semanalmente, quinzenalmente e mensalmente, dependendo de cada caso. O Corpo Clínico do Hospital conta com 10 profissionais de saúde, sendo: médicos, enfermeiros e técnicos para dar suporte ao tratamento. Por meio de convênio com o Hospital Regional é possível atender casos mais graves, que necessitam de cirurgia. Atualmente, 10 pacientes estão internados naquele hospital; por meio da parceria. Alguns medicamentos e profissionais são cedidos pelo Hospital para facilitar os trabalhos.

RECURSOS

O custeio dos atendimentos é feito por meio de convênio mensal no valor de R$ 360 mil com o Governo do Estado. A quarta parcela deve ser paga em breve, e após a quinta parcela do convênio haverá necessidade de renovação do serviço. Por enquanto, o hospital não conta com convênio do Sistena Unico de Saúde (SUS), já que não está funcionando com 100% da capacidade. Porém, há uma possibilidade de que o convênio seja feito de outra maneira, através de uma nova portaria publicada em agosto pelo Ministério da Saúde.

A medida permite o credenciamento de hospitais como complexos hospitalares, o Regional e o Daniel Comboni, estão incluídos. Porém, a administradora do hospital salientou que isso não impossibilita nem substitui um convênio próprio com o SUS. “Isso não isenta a necessidade de o hospital se credenciar via SUS”, explicou.

CÂNCER EM FASE INICIAL TEM TRATAMENTO fACILITADO

Pessoas de várias idades com tipos e graus, chamados estagios, diferentes da doença passam pela unidade diariamente. Aos 44 anos, a paciente Ingret Schramm, teve diagnóstico positivo de um câncer no intestino. “De repente senti muita dor e dificuldade em ir ao banheiro”, disse. Há seis meses fazendo quimioterapia no hospital já fez uma cirurgia no intestino, e deu graças a Deus por que o câncer foi descoberto em fase inicial, podendo fazer o tratamento adequado na unidade. “Foi ótimo ter o hospital aqui, foi uma bênção de Deus”, comentou. A probabilidade genética, no caso da paciente, pesou bastante. Segundo Ingret, algumas parentes já faleceram de câncer.

O CÂNCER

De acordo com a médica oncologista clínica da unidade, Márcia Oliveira, a probabilidade genética é mesmo um dos fatores de risco mais comuns. No entanto os hábitos de vida são fundamentais no desenvolvimento ou não da doença, conforme observou. “Os fatores de risco como má alimentação, falta de atividades físicas, obesidade e falta de prevenção são determinantes”, citou.

O exagero no consumo de carne vermelha também foi citado por ela como importante no desenvolvimento de alguns tipos de câncer. Já em relação a obesidade o risco é por conta dos hormônios produzidos no organismo. “O tecido adiposo produz hormônios e o câncer é dependente de hormônios”, observou. Já nas mulheres o fator hereditariedade contribui para o câncer de mama.

Com relação a gravidade em geral, a maioria já chega com alguns tipos de câncer em estagio avançado, segundo explicou a profissional. “As pessoas chegam, em 70% dos casos em nível avançado”, informou.

ATENÇÃO

A falta de serviços básicos de saúde, que incluam a saúde preventiva, com realização de exames a acompanhamento da saúde contribuem, de acordo com ela, para o aumento deste índices. “Em câncer a gente trabalha com dois conceitos que são prevenção e detecção precoce da doença”, observou.

 

CAROLINA SÁ

jornal@diariodaamazonia.com.br
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