CIDADES - 7 de fevereiro de 2013 - 8h55

Debatida violência contra mulher

Debatida violência contra mulherA violência doméstica à mulher foi tema esta semana de um encontro em Cacoal. Em debate estava um projeto para contornar o problema que segundo dados da delegacia da mulher, continua preocupante. Conforme estatísticas este ano foram feitas 33 denúncias de violência e 11 de lesão corporal na delegacia, no entanto 16 mulheres retiraram queixa após o fato. Em 2012 foram 421 denúncias de algum tipo de crime contra a mulher e 176 de lesão corporal. No ano anterior o número de denúncias foi ainda maior, em 2011 houve 486 denúncias, sendo 285 de lesão corporal contra a mulher.

“Este projeto será debatido entre poder legislativo, poder executivo, e outros poderes para podermos executá-lo”, disse a vereadora Maria Simões. O município já recebeu recurso na ordem de R$ 242 mil para a construção da casa de abrigo à mulher, no entanto, ainda não foi elaborado e executado um planejamento para toda a proteção a mulher.

Segundo a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Luciana Borba, que reassumiu o posto em dezembro passado, é preciso antes criar toda a uma rede de proteção a vítima de violência.“É preciso primeiro criar uma coordenadoria, com um trabalho organizado e todo o suporte a esta mulher. A casa tem de ser em local afastado e desconhecido”, analisou. A presidente do conselho disse ainda que já cobrou o poder público em relação a isso.

Segundo a diretora da Unidade de Saúde da Família do bairro Vilage do Sol, Rosenilda Lima, muitas mulheres vítimas de espancamento e estupro procuram a unidade de saúde em busca de atendimento, mas um caso curioso chamou a atenção dela recentemente. “A vítima chegou na unidade básica com os olhos todo roxo, mas disse que ela tinha sido culpada da agressão porque tinha insitado a ira do companheiro”, falou. Ainda segundo ela este comportament de algumas mulheres dificulta tanto as denúncias quanto o trabalho do serviço de saúde pública e de punição ao agressor.

Segundo Luciana Borba o Conselho da Mulher existe como órgão de defesa dos direitos femininos desde 2004, e conta com a parecia de 16 entidades representativas dos direitos da mulher. Conforme explicou, a luta pela rede de proteção e pela criação da coordenadoria da mulher já dura mais de seis anos, iniciou logo em seguida da implantação da lei Maria da Penha, de 2006. “As estatísticas mostram que a cada 15 segundos uma mulher é violentada no Brasil, a cada duas horas uma mulher é assassinada”, disse Luciana Barbosa.

Casos no município registrados em 2012

O companheiro de uma mulher grávida de oito meses foi preso e enquadrado na lei Maria da Penha, após tê-la agredido em local público em Cacoal. Em entrevista a imprensa a mulher relatou que ao longo de dois anos de convívio a violência doméstica era comum. Em final de julho do ano passado a professora de uma creche foi brutalmente assassinada a facadas dentro do estabelecimento de educação infantil em que atuava. O agressor era o ex namorado da vítima. Outros três casos de violência também foram relatados em Cacoal recentemente.

Um dos últimos ocorreu em meados de novembro do ano passado, quando uma jovem identificada como Andréia, foi encontrada morta, com suspeita de asfixia. O corpo foi encontrado na linha sete, zona rural de Cacoal, a aproximadamentequatro quilômetros da cidade. No final de outubro uma mulher de apenas 17 anos foi assassinada em um local próximo a BR 364, a 30km de Cacoal, sentido Ministro Andreazza. Perto do corpo havia sinais de que teria sido praticado algum ritual de macumbaria – já que os policiais encontraram frutas cortadas. Outro crime foi praticado há uma semana. Sandro Carlos Pelizzari, de 43 anos, mutilou a própria esposa, Marilei Muczink, de 28 anos com um canivete na genitália. Devido a gravidade dos ferimentos a mulher teve que passar por cirurgia íntima. O casal tem três filhos pequenos, que segundo relato de testemunhas, estariam em casa no momento da violência praticada. Todos os crimes foram investigados e grande parte deles já foram elucidados pela polícia.

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