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Guerra contra dengue mobiliza mais de 400 pessoas

07/02/2010

Em janeiro quase 3 mil casos de dengue levaram as autoridades ao desespero para controlar o surto da doença na Capital. As intensas chuvas e a falta de limpeza foram fatores agravantes para a proliferação de larvas, e foi preciso muito mais do que desfazer criadouros. Nesse sábado e domingo um batalhão de pessoas realizou atividades simultâneas, coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) em diversos pontos da cidade, batendo de porta em porta para alertar sobre os riscos da doença e os cuidados para que haja a redução na incidência do vetor.

 

A maior ação aconteceu no bairro Agenor de Carvalho, numa área que compreende da Avenida Guaporé a Rio Madeira e da José Vieira Caúla a Rio de Janeiro, um total de mais de 5 mil imóveis visitados, o que representa o atendimento direto a mais de 20 mil pessoas. Casa fechada também foi contabilizada para que a vigilância sanitária providencie a notificação ao proprietário. O trabalho reuniu 300 alunos da Policia Militar, 50 agentes de endemias da Semusa, uma equipe da Agevisa responsável pelo lanche, garis, motoristas e profissionais da saúde responsável pela coordenação do mutirão. O trabalho faz parte da operação Guerra contra Dengue mobilizada pelo Ministério Público.

 

 Duas caçambas do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e mais duas das empresas envolvidas na construção das usinas, além de caminhões e carros de apoio, ficaram a disposição do mutirão que ainda retirou muito entulho das casas, alguns moradores aproveitavam para limpar o quintal. Uma equipe fez uma varredura na escola estadual Juscelino Kubitschek que começa o ano letivo nesta segunda-feira e quatro bombas de fumacê foram disponibilizadas para borrifação em quintais onde foram registrados os casos de Dengue.

 

Simultâneo a operação no bairro Agenor de Carvalho acontecia ainda mutirões nos bairros Areal, Floresta, Eldorado, Três Marias, enquanto mais três caçambas do governo do Estado faziam a retirada do lixo nos bairros Castanheira e Cidade Nova.

 

Outra frente de batalha foi a participação de 500 jovens da igreja Universal, que distribuíram panfletos e informações nos bairros Triangulo, Caiari, Centro, Nossa Senhora das Graças e Liberdade. Todas as equipes formadas para fazer mutirão foram auxiliadas pelos técnicos da Semusa.

 

 Durante todo o ano a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) realiza uma série de ações para combater a doença, como a atenção ao paciente, levantamento e catalogação de dados, controle vetorial com notificações, eliminação de criadouros e palestras educativas com distribuição de material informativo. “Semanalmente a Semusa emite um boletim epidemiológico com dados sobre a doença e o crescimento significativo de casos, para acompanhamento. No final do ano passado desencadeamos uma série de mutirões, que começou nos bairros Nacional e Aponiã, onde a incidência de criadouros era apontada como maior. Hoje a situação ficou diferenciada e a ampliação do trabalho se tornou uma necessidade para potencializar o combate a manifestação da doença” - explicou o secretario da Semusa Williames Pimentel.

 

 Nesse sistema de mutirão a 17ª Brigada segue com uma equipe de aproximadamente 100 pessoas na zona sul da cidade, visitando um total aproximado de 12 mil residências. Enquanto isso, a Polícia Militar com os 300 alunos soldados trabalha até o próximo dia 16 para visitar mais de 16 mil famílias.

 

 

foto: J. Gomes

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