CANAIS
ESPECIAL
Semusa limpa área do almoxarifado
10/03/2010O entulho dos equipamentos e produtos destruídos no incêndio do almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) começou a ser retirado na última segunda-feira. Até ontem os materiais recolhidos equivaliam a três caçambas cheias. Segundo o secretário da Semusa, Williames Pimentel, os equipamentos em bom estados serão reaproveitados, o restante está sendo transportado para uma área do lixão. A limpeza do almoxarifado só vai terminar na sexta feira.
A Farmácia Popular, que foi fechada depois do incêndio ainda não foi reaberta e os usuários podem procurar a Farmácia Popular que fica na avenida Amador dos Reis, perto da Policlínica Hamilton Gondim.
De acordo com o responsável pela ação de remoção do entulho, o engenheiro civil Eudes Souza Fróes, a retirada do lixo está sendo feita com cuidado para evitar um novo acidente. “Estamos serrando os ferros para evitar que o caminhão entre e provoque desabamento, a desobstrução da entrada também é feita com cuidado, é um trabalho minucioso”, disse.
Por precaução o equipamento destruído está sendo aterrado em uma área hospitalar do depósito de lixo municipal. “Não existe nenhum produto radioativo ou danoso à saúde humana, esta ação é apenas de praxe a fim de evitar boatos”, contou. Ainda conforme Fróes, um novo depósito na avenida Pinheiro Machado vai receber os equipamento e produtos que não tiveram danos. “produtos de limpeza, álcool e alguns equipamentos serão transferido para este novo local”, afirmou.
O caso
O incêndio aconteceu há cerca de duas semanas (27/2) destruindo por completo o Almoxarifado Central da Semusa e atingindo uma loja de colchões. . A farmácia popular que fica ao lado do depósito não foi afetada com grandes proporções, mas está sob avaliação da perícia técnica por causa de um muro que divide com a loja de colchões.
O prejuízo maior ficou por conta do depósito da Semusa, que estava lotado com material de consumo, expediente e equipamentos destinado à manutenção das unidades de saúde da Capital, entre eles, foram perdidos insumos para realização de procedimentos médicos como gaze, esparadrapo, seringa, agulha etc, além de materiais de limpeza e de expediente.
O estoque estava destinado para consumo nas unidades de saúde para um período de 90 dias. Entre os materiais permanentes consumidos pelo fogo estão: equipamentos de Raios X e ultrassonografia que estavam destinados para o Pronto Atendimento José Adelino e outros que foram adquiridos para reequipar o barco-hospital da prefeitura, além de um consultório dentário destinado para o posto de saúde Renato Medeiros e outros equipamentos adquiridos para os Centros Especializados de Odontologia (CEOs).
Loja de colchões
O proprietário da loja de colchões espera o resultado do laudo técnico para poder tomar providências. Segundo ele o prejuízo é grande, pois pouca coisa foi reaproveitada. “A loja tinha quase seis anos de existência, tudo que eu tinha foi praticamente perdido, muitos colchões e outros produtos foram saqueados no dia do incêndio”, disse o dono da loja que só quis se identificar como Sérgio.
Repórter: Rafael Abreu
Foto: Roni Carvalho