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Saúde e educação ameaçam parar

10/03/2010

As duas maiores categorias de trabalhadores do Governo do Estado – da saúde e da educação - estão negociando melhorias salariais e ameaçando paralisar as atividades em março, alegando falta de diálogo com a administração. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero) espera até hoje uma manifestação do governo sobre as reivindicações da categoria mas já anunciou uma paralisação por tempo indeterminado a partir de amanhã. Já o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde) alertam para a possibilidade de greve em março. O sindicato deu um prazo até 20 de março para uma resposta do governo para a pauta de reivindicações. Com cerca de sete mil trabalhadores, o Sindsaúde paralisou os serviços durante 13 dias.

 

A decisão de paralisar as atividades a partir de amanhã na educação foi decidida em assembleias realizadas na última segunda-feira na Capital e regionais do Sintero nos municípios de Guajará-Mirim, Ariquemes, Jaru, Ouro Preto D’Oeste, Ji-Paraná, Presidente Médici, Cacoal, Rolim de Moura, Pimenta Bueno e Vilhena. Durante a assembleia a secretária de Estado da Educação, Marli Caúla, enviou ao Sintero uma proposta de aumento salarial linear de 4% para todos os servidores públicos, e uma gratificação de R$ 200,00 para os professores. A proposta foi rejeitada pelos trabalhadores em educação. Segundo a Seduc, o governo deverá apresentar uma contraproposta à categoria ainda hoje.

 

Segundo o Sintero, em 2003 um professor ganhava 7 salários mínimos, mas hoje ganha 3 mínimos devido ao achatamento salarial. Da mesma forma, as merendeiras, as zeladoras e os demais técnicos ganhavam 3 salários mínimos, e hoje ganham um salário mínimo.

 

Saúde

 

O Sindicato dos Servidores em Saúde de Rondônia (Sindsaúde) anuncia uma assembleia para o dia 20 de março  em Pimenta Bueno. Para decidir o indicativo de greve.  Os servidores reivindicam aumento do piso salarial, plano de carreira, auxílio alimentação, melhores condições de trabalho e reposição das perdas salariais. Ontem pela manhã foi entregue um oficio à Secretaria de Saúde do Estado (Sesau) para informar do indicativo de greve, mas os funcionários aguardam  uma contraproposta nas próximas semanas. “Desde o ano passado estamos tentando negociar e pelo que estamos percebendo o governo está se mostrando irredutível”, lamenta o secretário geral do Sindsaúde, Caio Marin.

 

O presidente do Sindasaúde, Anildo do Prado, começou a percorrer diversos municípios para discutir as propostas apresentadas à Secretaria de Saúde. Segundo o sindicato, caso seja decidido pela greve, a paralisação irá envolver todas as unidades hospitalares da Capital, podendo se estender pelo interior.

 

“Existe um plano de carreira na mão do governador Ivo Cassol e do Secretário de Saúde, Milton Moreira, desde o ano passado, pedindo um reajuste das perdas salariais de 30%. Nossa principal reivindicação é com relação ao piso salarial dentro da revisão do plano de cargos, carreira e remuneração, além de melhores condições de trabalho. Se vocês forem ao João Paulo irão perceber que lá continua o mesmo depósito de doentes, outra prova da falta de condições foi a interdição na segunda-feira passada da Policlínica Osvaldo Cruz”, disse Marin.

 

Em relação ao indicativo de greve. a Sesau informou que ainda não tem um posicionamento, pois o secretário está em viagem para o interior.

 

 

Repórter: Kêyla Xavier

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