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Médica orienta pais a denunciar queimadas

Dos cerca de 200 atendimentos diários que são feitos, em torno de 60% são crianças.

Por Assessoria
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Publicado: 16/07/2017 às 06h50min

Maria Ferreira com a filha Leandra Isadora, de 3 meses, que estava com tosse há 15 dias

Apesar das campanhas veiculadas nos meios de comunicação e alertas de especialistas contra as queimadas, os problemas respiratórios em decorrência dessa prática ilegal e da poeira, comuns nesta época do ano em Porto Velho, continuam fazendo como principais vítimas as crianças e idosos. De acordo com a gerente médica do Hospital Infantil Cosme e Damião, Maira Tolentino, entre 100 a 200 atendimentos diários, cerca de 60%, ou seja, 120, são crianças com alguma reação, como tosse, cansaço, pneumonia, bronquite, laringite, infecções das vias respiratórias, entre outras.

Nessa quarta-feira (12), por exemplo, de 20 crianças atendidas no plantão noturno, 15 apresentavam algum desses problemas, como falta de ar e gemência (gemidos).

Como forma de prevenção à saúde das crianças e também dos idosos, a gerente médica Maira orientou os pais a denunciarem as queimadas, pois a fumaça é um agente tóxico, que pode levar a óbito pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica.
Entre os cuidados que os pais devem ter em suas casas, segundo a médica, é hidratar bem a criança com água ou sucos, de preferência natural; manter o ambiente umidificado, seja com o aparelho específico ou utilizando uma bacia com água ou toalha molhada nos cômodos. Caso a criança tenha tosse persistente, cansaço, febre, redução do apetite ou sinais de alergia na pele, a orientação é que seja procurada uma unidade de saúde, inicialmente os postos, e nos casos mais graves as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), que poderão encaminhar para o hospital, se o quadro for de broncoespasmo (fechamento e edemas nas pequenas vias aéreas, os brônquios e os bronquíolos, canais por onde o ar é transportado até chegar aos pulmões), entre outros emergenciais.

Automedicação tem que ser evitada, alerta médica

A gerente médica do Hospital Infantil Cosme e Damião, Maira Tolentino lembrou ainda que a tosse é a primeira defesa do organismo quando este detecta algum problema, por isso deve-se evitar a automedicação, inclusive xarope, que às vezes inibe a tosse, mas não resolve o problema. “Recentemente atendi a uma criança que ficou dopada após tomar um xarope”, afirmou.

Tosse, cansaço e febre foram o que levaram a dona de casa Maria Pereira a buscar atendimento para a filha, Leandra Isadora, de 3 meses, na manhã da última quinta-feira (13). Já Letícia da Silva levou as duas filhas, Júlia, 3 anos; e Juliane, 3 meses.
A primeira apresentava tosse há 15 dias, sem obter êxito com o uso do inalador em casa. Já a segunda começou a tossir há cinco dias, apresentando muita secreção após usar o inalador nessa quarta-feira.

Riscos da automedicação 

Quanto aos chamados “remédios caseiros”, ela disse que também devem ser evitados, e recomendou um xarope apenas para os casos de resfriado, que consta no Black Book de Pediatria (livro que se tornou referência em pediatria).

Para fazê-lo, os pais devem utilizar meia xícara de mel, suco de um limão, um dente de alho cortado em quatro fatias, uma colher de sobremesa de vodka ou conhaque e meia xícara de água filtrada. Mistura-se em um pote de vidro e dá-se à criança ou adulto de 4 a 5 vezes ao dia.

Com relação à automedicação, Maira Tolentino ressaltou que é um comportamento grave, que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequado, causar intoxicação, reações alérgicas e agressões a alguns sistemas do corpo humano, podendo também resultar em morte. Ao invés de seguir a receita do vizinho, o ideal é procurar um médico nos hospitais ou um farmacêutico nas farmácias, jamais um balconista.



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