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Saneamento básico em debate

Após 10 anos da Lei do Saneamento, Rondônia tem 47,6% de cobertura de abastecimento.

Por Redação e Assessoria Diário da Amazônia
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Publicado: 23/10/2017 às 05h20min

Levantamento da Abes sobre saneamento básico será apresentado nesta segunda-feira no Ciclo Debate “Desafios do Saneamento Ambiental”

Rondônia tem 47,6% de seus domicílios atendidos com cobertura de abastecimento de água por rede. Em relação ao esgotamento sanitário, apenas 13,4% das residências estão conectadas à rede coletora.

Estes dados integram o estudo da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Abes Situação do Saneamento Básico no Brasil – uma análise com base na Pnad 2015 sobre os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo e filtro de água no Brasil, em um comparativo 2014/2015. Todas as informações têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), anualmente.

O levantamento da Abes será apresentado em Porto Velho na segunda-feira, 23 de outubro, no Ciclo de Debates “Desafios do Saneamento Ambiental”,promovido pela Abes, com palestra do presidente nacional da entidade, Roberval Tavares de Souza, (veja abaixo). O relatório completo com os dados por Grandes Regiões e Unidades da Federação está disponível no site da Abes: http://abes-dn.org.br/?page_id=737

O Ciclo de Debates já passou por quase todos os Estados brasileiros e as demandas nos encontros resultaram no documento Carta dos Sanitaristas Brasileiros, documento entregue pela Abes às autoridades presentes – entre eles, o ministro das Cidades, Bruno Araújo –  no Congresso Abes Fenasan 2017, realizado em São Paulo de 2 a 6 de outubro (veja o documento no endereço: http://abes-dn.org.br/wp-content/uploads/2016/06/Carta-dos-sanitaristas-brasileiros.pdf).

Escolas ainda enfrentam a falta da coleta de esgoto

Escolas públicas sem coleta de esgoto

“Apesar de sua irrefutável importância, infelizmente o saneamento ainda é um dos segmentos mais atrasados da infraestrutura brasileira. Em uma escala de desenvolvimento e competitividade, o saneamento só ganha do segmento dos portos, perdendo para rodovias, ferrovias, aeroportos, energia e telecomunicações”, ressalta o presidente da Aber, Roberval Tavares de Souza.

O engenheiro frisa que hoje, no País, há mais escolas públicas com acesso à internet do que com saneamento: 41%, contra 36%, respectivamente. “Não desmerecendo a relevância do acesso à internet, sobretudo nos dias de hoje, o fato de termos mais da metade das escolas do País sem coleta de esgoto, um terço delas sem rede de água e um quarto sem coleta de lixo demonstra a inversão de prioridades por parte de nossos gestores, nos mostra como o saneamento vem sendo relegado nos últimos anos. O Brasil precisa urgentemente tornar o saneamento prioridade. Saneamento deve ser prioridade de Estado e não de governo”



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