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Santa Casa segue de portas fechadas

Nova diretoria não conseguiu quitar dívidas da antiga gestão e, isso, emperra reabertura.

Por Fernando Pereira Diário da Amazônia
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Publicado: 10/01/2017 às 05h05min

A entidade está de portas fechadas desde o segundo semestre de 2015, em Ji-Paraná

Falta previsão. Esta é a única certeza que a nova diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Ji-Paraná tem a respeito de um prazo estimado para que seja realizada sua reabertura. A diretoria, formada, em sua maioria, por empresários, assumiu a Santa Casa no final do ano de 2015 e começou a correr atrás do que era necessário para que a reabertura da entidade acontecesse no primeiro semestre de 2016, o que não foi possível, uma vez que para isso acontecer, seria necessário quitar uma dívida superior R$ 1 milhão que a Santa Casa tem com fornecedores e com antigos funcionários.

Começou-se, então, a realizar eventos como, por exemplo, bazares, feiras da pechincha e leilões para arrecadar dinheiro. Hoje, de acordo com a diretoria, mesmo com dificuldades, os compromissos de pagamentos feitos perante a Justiça do Trabalho estão sendo cumpridos cabalmente. Isso possibilitaria a reabertura em breve, mas um entrave burocrático existente entre a Santa Casa e o Governo Federal, acabou gerando o bloqueio da maior parte do recurso liberado pelo Ministério da Saúde, na ordem de mais de R$ 247 mil que vinham sendo usados para concluir uma reforma geral e ampliação nas instalações que abarcou áreas com a da pintura, readequação da parte elétrica e hidráulica.

“Esses entraves estão dificultando cada vez mais a nossa vontade de poder reabrir a Santa Casa e voltar a oferecer os atendimentos à população carente, que vinha de praticamente todos os municípios da região central, e de outras regiões em épocas de campanhas especiais que eram realizadas com frequência”, disse, em tom pesaroso, Ronivon Ferreira, um dos voluntários que está à frente da Santa Casa.

Equipamentos 

Esses entraves que geram o distanciamento da possibilidade de uma imediata reabertura da Santa Casa faz com que equipamentos como raio-x, ultrassonografia e vários outros, permaneçam sem poder ser utilizados, essa falta de uso, por si só, já representa um desperdício. “É triste termos visto a Santa Casa chegar à esta situação, pois esses equipamentos poderiam muito bem estar servindo pessoas carentes, mas estão aí parados, sem cumprir as funções paras as quais foram adquiridos”, lamentou Ronivon.

Depredações 

Outra grande dificuldade é o surgimento da prática de vandalismo que tem resultado no sumiço de fios da rede elétrica, em vidraças quebradas e outros danos ao patrimônio. “Já registramos ocorrências na delegacia relatando essa situação. Gostaríamos de poder contar com o apoio da comunidade que reside aqui no entorno, para que nos ajudem a monitorar, pois estamos sem condições de arcar financeiramente com os custos de um vigilante para proteger o lugar”, pediu Ronivon.


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