Porto Velho/RO, 16 Abril 2020 09:20:55

Carlos Sperança

coluna

Publicado: 16/04/2020 às 06h00min

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A explosão do coronavirus em Manaus preocupa os rondonienses

A Operação Jagunço Realizada no apogeu da migração rondoniense, na década de 80, a Operação Jagunço, desencadeada pela Secretaria..

A Operação Jagunço

Realizada no apogeu da migração rondoniense, na década de 80, a Operação Jagunço, desencadeada pela Secretaria de Segurança Pública do estado de Rondônia, lotou caminhões e ônibus de tantos criminosos capturados nas cidades e na selva rondoniense. O Estado, recém-criado contava com  pouco mais de 500 mil habitantes, população atual de Porto Velho e a bandidagem tinha tomado conta, quando o governador da época, o coronel Jorge Teixeira decidiu organizar a operação colocando a frente os delegados João Lucena Leal – tinha fama de durão no Nordeste – e Walderedo Paiva, um prestigiado galã de cinema na Paraíba.

O cenário da Rondônia dos anos 80 era de uma  grande corrida ao garimpo de ouro em Porto Velho com milhares de balsas instaladas ao longo do Rio Madeira até Guajará Mirim. No Vale do Jamari, região de Ariquemes prosperava a mineração da cassiterita, no interior do estado  se projetava a colonização dos módulos rurais com a chegada de milhares e milhares de migrantes numa das maiores diásporas humanas ocorridas neste País.

Como em tantas frentes de colonização, além dos parceleiros (colonos) que chegavam buscando uma nova vida com a doação de áreas de terras pelo Incra, também vieram, como ocorreu no velho oeste americano, centenas de foragidos, bandidos, de assaltantes, latrocidas, traficantes, grileiros, pistoleiros com crimes por encomenda, um quadro terrível, motivando a maior ação de caça a bandidagem no estado  de todos os tempos, a “Operação Jagunço”. 

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O calendário   

Como se sabe, o TSE manteve o calendário eleitoral para as eleições em outubro decepcionando centenas de prefeitos e vereadores que pugnavam pela prorrogação de seus mandatos. Mesmo com pressões de todos os lados, a justiça eleitoral assegurou a data para a regularização dos títulos, que é até 6 de maio. Com um olho na pandemia e outro no calendário eleitoral o TSE admite até a mudança da data do pleito para dezembro. 

As vereadoras

Das quatro vereadoras de Porto Velho eleitas nas eleições de 2014 –Cristiane Lopes, Elis Regina, Ada Dantas e Joelna Houder – uma delas está cotada para disputar a prefeitura da capital, no caso de Cristiane e duas edis para vices. A se confirmar estes projetos em andamentos a representação feminina da capital poderá perder espaço nas eleições deste ano, mesmo com expressivo aumento do número de postulantes.

A descoberta 

Dentre tantos fatos acontecidos na floresta amazônica, dois que não parecem ter relação entre si chamaram há pouco a atenção do público. O primeiro, a descoberta de cinco espécies de sapos ainda desconhecidas, uma delas raríssima, identificadas por pesquisa conduzida por Elciomar Araújo, do Programa de Pós-Graduação da Rede Bionorte. O segundo fato é a seca de igarapés, jamais considerada possível na região do Quilombo Gurupá. “A natureza está secando”, segundo Alfredo Cunha, líder da comunidade. Os sapos não vieram do nada nem surgiram por magia. Só ainda não estavam oficialmente achados. 

A explosão

A explosão do coronavirus em Manaus, já com a saúde em colapso e recebendo reforços de médicos e enfermeiros de outros estados, preocupa sensivelmente os rondonienses que mantém estreitas relações com o estado vizinho. Mesmo com o trafego aéreo controlado, com as viagens terrestres interrompidas em Humaitá,  mas via fluvial o porto do Cai n’Água em Porto Velho continua ativo e gerando riscos do aumento de casos da doença nestas bandas. A coisa já está feia por aqui. 

A destruição

A ação do homem, por um lado, desvenda as belezas da floresta. Por outro, arrasa e destrói. Logo, é preciso tanto incentivar a ciência para acelerar as descobertas de mais riquezas para os povos da floresta quanto coibir o crime da destruição que a mata e inviabiliza antes sequer de ser achadas. Lembrando que a cada década a região perde milhares de hectares para o agronegócio com a expansão das pastagens e plantações de soja. Onde vamos parar?

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Via Direta

*** Num país dividido politicamente e onde o próprio presidente sabota as medidas de combate a pandemia do coronavirus é um milagre que as coisas não estejam no Brasil semelhantes a patamares italianos, espanhóis e americanos *** Em Porto Velho  pode-se dizer, exceto  no episódio da morte de um taxista e as festas realizadas por mauricinhos e patricinhas, que a saúde municipal e estadual trabalham bem no combate a doença *** Todo mundo prestando atenção ao coronavirus, mas existem muitas vítimas em Rondônia de câncer. É uma verdadeira mortandade *** E a criminalidade desandou de vez. Além dos roubos e assaltos, com o isolamento obrigatório, muitas mulheres apanhando em casa *** Os traficantes estão se engalfinhando pela disputa de território, resultando também em muita violência e elevado número de mortos *** Tudo junto e misturado e Porto Velho  vai se transformando numa verdadeira sucursal do inferno. Coisa de louco!

 


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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