porto velho - ro, 30 Janeiro 2019 09:24:10

Silvio Santos

coluna

Publicado: 30/01/2019 às 09h10min

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A falta de transporte coletivo

O folião de Porto Velho está preocupado com esse negócio de não ter ônibus. Já pensou se essa situação permanecer até o carnaval?..

O folião de Porto Velho está preocupado com esse negócio de não ter ônibus. Já pensou se essa situação permanecer até o carnaval? Como é que o folião que mora no Orgulho do Madeira, vai fazer para, pelo menos brincar no CarnaLeste.
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A falta de transporte coletivo, no estilo ônibus, além de ser o mais barato, é o único que consegue atender aquele setor da cidade. Não só a turma do Orgulho, tem a do Cristal da Calama que também é longe pra dedéu e o pessoal que mora nos bairros ao longo da rua Campos Sales na Zona Sul.
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Ainda mais quando sabemos que nesses bairros e conjuntos habitacionais, não existe nenhum bloco carnavalesco e nem tão pouco escola de samba.
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Se tivéssemos uma administração que se importasse com o lazer da nossa população, ninguém sentiria a falta de ônibus durante os dias de folia, pois, o governo poderia patrocinar encontros carnavalescos, nas proximidades dessas comunidades, assim ficava todo mundo perto de casa e a preocupação dos pais seria bem menor.
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Hoje Porto Velho se transformou numa cidade sem opção de lazer, em especial no carnaval. Tudo bem que os blocos vão ensaiar no Mercado Cultural a partir do próximo sábado, porém, quem garante que o público da periferia, aquele que mora no bairro Nacional, no Ulisses Guimarães, Ronaldo Aragão, Lagoa Azul, Cristal da Calama, Pantanal, Areia Branca, Socialista, Cidade Nova, Novo Horizonte terá condições de se locomover até o local.
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Não tem um filho de Cristo preocupado com a diversão desse povo. Os ensaios no Mercado Cultural só atendem a população carnavalesca do chamado Centro de Porto Velho, ou seja, Caiari, Pedrinhas, Olaria, Arigolândia, Mocambo, Areal, Tucumanzal e até alguns da Zona Sul como é o caso do Floresta e Eletronorte. Até porque os blocos da Jatuarana vão ensaiar no Mercado.

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Hoje nossos governantes, pensam que uma cidade é feita apenas de doentes pois, alegam que todo dinheiro tem que ser investido na saúde. Saibam os senhores que a prática do Lazer, é benéfica para a saúde.
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Enquanto a juventude estiver se preocupando em brincar carnaval, não está pensando em praticar coisas ruins. Nem só de pão vive o trabalhador, o vinho também é necessário.
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O folião de Porto Velho está sendo tratado como BOI, pois agora se quiser se divertir, tem que se concentrar num “CURRAL” oficial, não tem a liberdade de escolher aonde brincar. Se quiser que vá para o espaço oficial, onde a segurança é apenas para quem está dentro da área cercada por grades.
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Eu queria mesmo era falar sobre a falta de ônibus e terminei colocando carnaval na escrita. SIM! Quando será que voltaremos a ter ônibus rodando na cidade, transportando a população para o trabalho pra tudo quanto é canto?
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O que será que impede o município, de assumir o transporte urbano, não digo administrando empresa de ônibus, porém, abrindo licitação para contratar ou firmar parceria com uma empresa de vergonha.
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Seria tão bom se tivéssemos em Porto Velho, empresas de ônibus urbano, como existe em Manaus. Bem que nosso alcade deveria arranjar um jeito, de fazer com que a empresa que serve a capital do Amazonas e se não estou enganado, também a capital de Roraima, vir atender nossa população.
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Precisamos de uma empresa de ônibus, cujos proprietários não pensem apenas em faturar para seus cofres, que se importe também com o conforto dos usuários.
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O carnaval de Porto Velho que começou com os desfiles dos CORSOS (cujos foliões iam em automóveis ou caminhões) lá pela década de 1920 do século passado, chega ao século XXI, sem ter nem mesmo, um transporte digno para atender seus foliões.
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É como diz aquele apresentador de televisão: “Isto é uma VERGONHA”.


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sobre Silvio Santos

Jornalista. Atualmente é editor do caderno de Cultura do jornal Diário da Amazônia. É um apaixonado pela Cultura de Porto Velho. Mantém uma coluna diário no jornal Diário da Amazônia. Conhecido carinhosamente por Zé Katraka.

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