Porto Velho/RO, 13 Fevereiro 2021 09:04:27

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 13/02/2021 às 09h04min

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A importância do auxílio emergencial na pandemia

Passados um ano da pandemia do novo coronavírus que varreu o planeta, o governo brasileiro parece que ainda não se deu  conta da..

Passados um ano da pandemia do novo coronavírus que varreu o planeta, o governo brasileiro parece que ainda não se deu conta da gravidade que a crise sanitária, e ainda adota um discurso reticente com relação a volta do pagamento do auxílio emergencial, criado no ano passado com a finalidade de reduzir os impactos econômicos do novo coronavírus.

Ao contrário de outros países, o Brasil é o único que ainda se nega a socorrer os trabalhadores prejudicados com o fechamento de escolas, indústrias, empresas, comércio, etc, medida mais do que necessária para evitar um avanço maior do vírus.

A importância desse socorro financeiro às famílias brasileiras, principalmente para as que estão no extrato social mais baixo, foi mostrada em uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O levantamento mostra que 10% dos brasileiros com a menor renda nacional tiveram nesses R$ 600 — pagos pelo contribuinte, via governo federal —, como única fonte de renda para garantirem seus sustentos. Só nesse grupo, se enquadravam mais de 21 milhões de pessoas impactadas pelos efeitos devastadores da pandemia.

Outro dado importante que mostra o estudo, é que durante o período em que foi pago, o benefício funcionou como uma garantia financeira para milhares de famílias. Entre os 20% mais pobres, havia uma distribuição média de R$ 151,20 para R$ 376,39 disponibilizado por lar para garantir o sustento.

É também revelador o fato do auxílio emergencial ter sido destinado para aproximadamente 80% das casas enquadradas entre as faixas de renda básica (faixa dois do Bolsa Família). Já os demais ficaram entre aqueles de classe intermediária. Ao todo, foram contemplados 29,4 milhões de lares, somente em junho do ano passado.

A pesquisa mostra claramente que o auxílio emergencial, ao contrário do que tenta passar o governo, não é um gasto supérfluo para o contribuinte e se constituiu num socorro necessário para que essas famílias de brasileiros não fiquem à míngua durante a pandemia.

O governo deveria reconhecer a excepcionalidade em que vivemos, considerando o aumento acentuado do número de desempregados no Brasil e a situação de miséria de uma grande parcela da população do país, e não protelar mais o pagamento do auxílio emergência, que nunca foi aposentadoria, como afirmou o presidente, quando anunciou que o benefício não seria renovado, mas sim uma fonte de renda para os mais necessitados.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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