Porto Velho/RO, 31 Agosto 2021 11:25:10

CarlosSperança

coluna

Publicado: 27/08/2021 às 10h53min | Atualizado 27/08/2021 às 10h54min

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A inflamação está colocando os preços nas alturas e os políticos só pensando nos próprios umbigos

Descartar o que não serve Não é digno ignorar a dramática situação social dos mais pobres, agravada pela pandemia, nem os estragos..

Descartar o que não serve

Não é digno ignorar a dramática situação social dos mais pobres, agravada pela pandemia, nem os estragos que o descuido ambiental causa ao país com a fuga de investimentos em infraestrutura. Um choque de realidade precisa neutralizar a polarização e unir o país em consensos mínimos sobre como superar o acúmulo de prejuízos causados pelas diversas crises.

A aposta principal está na política, com os esforços apaziguadores dos presidentes da Câmara, do Senado e do STF, deputado Arthur Lira, senador Rodrigo Pacheco e ministro Luiz Fux. Mas a paz será só a base. Na vida e em sociedade as providências resolutivas raramente procedem de mentes geniais ou iluminadas. Resultam de estudo intenso, debate produtivo e cooperação, com troca de informações e atividades em comum.

Não é tarefa simples. Requer longa preparação, envolvendo estudo, dedicação e os recursos mais valiosos da ciência: a experimentação e o descarte de soluções inadequadas. Para chegar ao primeiro filamento da lâmpada elétrica o inventor Thomas Edison testou seis mil materiais diferentes.

Um exemplo de longa preparação é o seminário organizado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia que vai se realizar em setembro para debater as cadeias produtivas florestais. Aproveitá-las com qualidade é tão importante quanto pôr juízo na cabeça de políticos brigões.

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O entendimento

Está difícil chegar a um entendimento entre o PT de Lula e o PSDB de João Dória para as eleições presidenciais do ano que vem. Lideranças dos dois partidos já trocam ofensas rejeitando a possibilidade de uma aliança. Além disto, o tucanato ainda tem pela frente previas partidárias desgastantes para a escolha do seu candidato e dela deverão participar, além de Dória, o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite e o senador Tasso Jereissati. Tudo sinalizando para que os tucanos tenham candidatura própria presidencial rejeitando os acenos petistas para conversações.

Nos estados

A grande verdade é que tanto o PT com Lula e o PSDB de João Dória já estão tratando de alianças nos estados. Os diretórios nacionais exigem candidaturas  próprias e já enviaram a recomendação para as suas lideranças estaduais. No caso de Rondônia, o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves seria o nome preferido das bases. Já no PT, a ex-senadora Fátima Cleide teria apoio de Lula para assumir a candidatura ao Palácio Rio Madeira, mas não se descartam alianças, desde que os petistas tenham a cabeça de chapa.

A falência

Com posicionamentos firmes de seus sindicatos os servidores públicos estaduais se manifestam preocupados com a situação do Instituto de Previdência dos Servidores de Rondônia-Iperon, cujas administrações incompetentes levaram o organismo a uma dívida de R$ 14 bilhões ameaçando o pagamento dos aposentados e pensionistas. Desde que foi criado há trinta anos, as sucessivas direções do Iperon desviaram recursos a mando dos seus então governadores visando outras finalidades das esferas estaduais. A conta chegou e é pesada. A busca de uma solução será tentada na Assembleia Legislativa, justo ela que também não repassava o que descontava de seus funcionários para o Iperon.

No municipalismo

O governador Marcos Rocha vem firme para a reeleição confiante no municipalismo rondoniense. O prefeito Joãozinho Gonçalves, de Jaru, é mais um atrelado a campanha a reeleição do governador Marcos Rocha no ano que vem. Podem seguir o mesmo caminho na campanha eleitoral do ano que vem Carla Redano de Ariquemes e Eduardo Japonês, de Vilhena.  Como se vê, no municipalismo o mandatário está “de rocha”, como se diz no linguajar local. Muitos prefeitos aderindo ao seu projeto de reeleição.

Em colapso

Com o Brasil já em colapso por causa dos sucessivos aumentos da energia, gasolina e alimentos e uma inflação galopante em todos os estados se vê os políticos só pensando nos próprios umbigos, como no aumento dos recursos do Fundão Eleitoral e nas eleições do ano que vem. O País está afundando no desemprego, no empobrecimento e na fome e não se vê o encaminhamento de soluções. As cracôlandias aumentaram nas regiões metropolitanas, como a bandidagem e a falta de vergonha de nossos governantes. Estamos no fundo do poço e sem uma luz ao final do túnel.

Via Direta

***Novas empresas estão se instalando em Porto Velho neste segundo semestre fortalecendo a geração de emprego e renda *** No entanto, o centro histórico da capital segue abandonado e com muitas lojas ainda fechadas por conta dos efeitos da pandemia*** A revitalização do centro histórico é uma necessidade e as capitais que conseguiram implementar esta medida conseguiram obter sucesso na iniciativa para a recuperação econômica *** A moda agora em nosso comercio é de criar frutarias, pequenos restaurantes e barraquinhas de pão de queijo. E salve-se quem puder!*** A concentração da fumaça das queimadas de Rondônia, Mato Grosso, Amazonas e da Bolívia em Porto Velho deixou durante semana a população em polvorosa *** Com a estiagem se agravando na Amazonia as coisas tendem a piorar, pois a seca vai até o final de setembro.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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