Porto Velho/RO, 01 Setembro 2021 03:35:04

LarinaRosa

coluna

Publicado: 31/03/2021 às 06h00min | Atualizado 31/03/2021 às 11h26min

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A luta pela vida das mulheres rondonienses

O protesto de mulheres em espaços públicos serve para dar vozes às mulheres de Rondônia

Nem a pandemia diminuiu o número de casos de feminicídio no país, pelo contrário aumentou. Para tentar diminuir o número de casos e denunciar a omissão do estado e reivindicar medidas de proteção à vida, mulheres de todo o Brasil se uniram no Levante Feminista Contra o Feminicídio, e lançaram a campanha nacional “Nem Pense em Me Matar – Quem Mata uma Mulher Mata a Humanidade!”.

Em Rondônia não foi diferente, as mulheres do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (CMDDM) de Porto Velho realizaram na última semana atos públicos em diferentes locais do município, para tentar chamar atenção das autoridades sobre o problema que vem ceifando a vida das mulheres.

O protesto de mulheres em espaços públicos serve para dar vozes às mulheres de Rondônia. Ainda que seja realizado durante a pandemia, período indicado para evitar aglomerações, esta fase é também o período com maiores casos de violência, quando a maioria delas estão com seus companheiros agressores em casa.

A manifestação também serviu para exigir o aumento da Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar, uma vez que a viatura é o alívio de mulheres que realizam ocorrências depois de sofrerem agressões domésticas.

Só no primeiro semestre de 2020, foram registradas 648 vítimas de feminicídio em todo o país, número que representa uma média de 108 mortes por mês.

Aqui no estado, foram registradas 45 mortes de mulheres em 2020. Porém, foram contabilizados somente 10 casos de feminicídio em Rondônia. Isso quer dizer que no início do registro da ocorrência não está sendo informada a dimensão dos motivos do crime. Fruto da pouca atenção das autoridades para registrar esses tipos de ocorrências, para identificar se a morte foi por causa do gênero da mulher.

Ainda que exista igualdade formal entre mulheres e homens reconhecida por leis, é necessário avançar na atenção para esses crimes hediondos, que vem aumentando no estado durante a pandemia. O movimento de mulheres para diminuir os casos de feminicídio em Rondônia, exigindo a atenção das autoridades, é de extrema importância para melhorias na vida delas. A luta por melhores condições de vida e respeito por elas deve ser acatada por todos, e reafirmada todos os dias.


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sobre Larina Rosa

Larina Rosa é natural de Colorado do Oeste, Rondônia. Jornalista, redatora e repórter do Diário da Amazônia, acredita na luta contra a violência de gênero e igualdade de direito das mulheres.

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