Porto Velho/RO, 09 Outubro 2020 08:58:00

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 09/10/2020 às 08h57min

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A paz no campo depende de ações governamentais

O Governo de Rondônia precisa ser bastante habilidoso para resolver o conflito entre policiais militares e grupo de sem terra, numa..

O Governo de Rondônia precisa ser bastante habilidoso para resolver o conflito entre policiais militares e grupo de sem terra, numa fazendo em litígio, em Nova Mutum, distrito de Porto Velho. O estado já tem o histórico do conflito de Corrumbiara que foi sangrento para vidas e para a imagem de Rondônia. Até o momento dois militares perderam a vida no local e o clima está tenso com tentativa da Polícia Militar de encontrar os autores dos crimes.

Sobre Corumbiara, no Cone Sul do estado, a história conta que o conflito começou quando policiais entraram em confronto com camponeses sem-terra que estavam ocupando uma área, resultando na morte de 10 pessoas, entre elas uma criança de nove anos e dois policiais. Após todas as apurações, o número oficial de mortos no massacre ficou em 16 pessoas e há sete desaparecidos.

Dessa vez, o conflito é na fazenda Galo Velho, região Norte do estado. O número de integrantes do movimento que ocupa a área ainda é desconhecido. Com a morte de um tenente da reserva e um sargento da ativa, o clima esquentou e os colegas policias militares querem a prisão dos responsáveis pelas mortes.

Os conflitos de terra no Brasil ainda estão longe de acabar. No ano passado foram 1.833 conflitos no campo, indicando 23% a mais do que em 2018. A disputa por terra impacta de forma direta quase um milhão de pessoas no país. Os índices elevados sugerem a urgente necessidade de resolver o problema de regularização fundiária, dando documento da terra a quem é de direito. Precisa ainda criar um programa de reforma agrária eficiente que possa garantir terra a quem realmente quer trabalhar nela, afugentando as especulações imobiliárias e o uso da causa para os fins criminosos. A paz no campo se resolverá com políticas públicas, boa vontade de governo e o fim das marginalidades de todos os lados.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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