porto velho - ro, 19 Março 2019 09:41:22

Solano Ferreira

coluna

Publicado: 15/03/2019 às 06h00min

A- A+

A vulnerabilidade humana em locais públicos

O fato ocorrido em Suzano, estado de São Paulo, não é caso isolado. A síndrome da tragédia coletiva, vista pela ciência como doença,..

O fato ocorrido em Suzano, estado de São Paulo, não é caso isolado. A síndrome da tragédia coletiva, vista pela ciência como doença, existe a tempos nas sociedades e vai continuar acontecendo em qualquer parte do mundo. O que nos faz pensar nesse momento é como melhorar as seguranças em locais públicos. Geralmente o executor procura como cenário da tragédia, um lugar de seu convívio social como igreja, escola, trem, metrô, ônibus e outros. Lugares esses em que a proteção coletiva é insuficiente, mesmo que haja algum tipo de proteção.

Câmeras de segurança são essenciais em qualquer local público e tem bons resultados, mas não são suficientes. Policiamento ostensivo é outra alternativa, porém não há estado no mundo que possa guarnecer tanta gente. Segurança privada, cães adestrados, enfim, o que se pensar em segurança de ambientes sempre teremos dificuldade de eficácia.

O que fazer? Quando um fato trágico acontece muito se discute até que caia no esquecimento e pronto. O jeito é esperar a próxima tragédia para dar continuidade às lamentações, reclamações, discussões de idéias e buscas de culpados. O sangue de inocentes comove, mas não basta para encontrar soluções complexas.

Analisando a situação das escolas em Rondônia podemos ver o quanto nossos estudantes e servidores estão vulneráveis. A vigilância armada servia para proteger apenas o patrimônio, mas inibia muitas ações criminosas. O Estado alega que o custo benefício de não ter o serviço compensa aos cofres públicos. Mesmo com vigilantes situações como a que ocorreu em Suzano e em outros lugares tendem a continuar acontecendo.

E se é mesmo uma síndrome ou uma doença mental, como queiram, a tragédia coletiva pelo visto é difícil de ser detectada, apesar de que os executores sempre apresentam características semelhantes na consumação. Dão indícios, mandam recados, simulam e tudo passa despercebido. Só depois do sangue derramado é que surgem as testemunhas pós ato, dizendo que viu isso ou aquilo em algum lugar. O perfil dos executores são idênticos, sendo: pessoas fora de suspeita, sem motivos aparentes e sem traços de distúrbio perceptivo.

Como a nossa juventude está cada vez mais fria e distante dos valores familiares e coletivos, com pais ausentes e distraídos com tudo ao redor, e estados omissos, tudo indica que não estaremos seguros no trabalho, no lazer, na escola, na igreja, no trem, no ônibus, no restaurante e onde quer que estejamos. Se essa síndrome crescer e atingir mais loucos, viveremos num mundo de risco onde viver será sorte ou azar.


Escreva um comentário

Arquivos de colunas