Porto Velho/RO, 02 Dezembro 2020 07:49:37

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 02/12/2020 às 07h49min

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Abstenção alta foi recado da insatisfação com a política

O alto índice de abstenção nas urnas nas eleições deste ano de 2020 é um recado para políticos e partidos que insistem em oferecer..

O alto índice de abstenção nas urnas nas eleições deste ano de 2020 é um recado para políticos e partidos que insistem em oferecer candidaturas despreparadas. A média nacional ultrapassou os 30% do eleitorado que não compareceu nas urnas para votar. O consolo dos políticos é dizer que a Justiça Eleitoral facilitou a justificativa da ausência do voto, e isso teria motivado o eleitor a não votar. Engano de quem pensa assim. O eleitor está insatisfeito com o modelo político e um terço já desistiu de arriscar em um e outro candidato, ou partido, ou corrente ideológica-partidária.

O tamanho da insatisfação é preocupante. Se o voto tornar facultativo no país, a possibilidade do eleitoral não comparecer nas urnas chegaria à metade do total de votantes. A reforma política precisa avançar e diminuir a quantidade de partidos. Dessa forma teremos eleições com menores números de candidatos e melhores qualidades para que o eleitor possa avaliar e escolher. Quem sabe assim haverá mais estimulo para o voto. 

O período de campanha virou uma guerrilha sem fundamentos com enxurradas de ofensas e barbáries. Para quem já estava com a política atravessada na garganta, o baixo desempenho do elevado número de candidaturas despreparadas, acabou por provocar desânimo para sair de casa num final de semana de pandemia e ir votar. Não houve estimulo. O eleitor nivelou os candidatos na linha abaixo de zero e preferiu não votar.

Para as eleições de 2022 já existe o pensamento de voltar as coligações para que os partidos lancem menos candidatos. Isso também ajudará a selecionar os pretendentes aos cargos eletivos. As siglas de aluguel continuarão existindo e forçando chapas que não representam a vontade popular. A tendência vem mudando de uma eleição a outra e os caciques estão subestimando os eleitores. 


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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