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Agentes penitenciários ameaçam entrar em greve

De acordo com o Singeperon, desde junho de 2018 buscam junto ao governo do Estado de Rondônia o cumprimento do acordo judicial

Por Redação Diário da Amazônia
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Publicado: 11/01/2019 às 17h37min | Atualizado 14/01/2019 às 16h03min

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Foto: Divulgação

O Sindicato dos Agentes Penitenciários, Socioeducadores do Estado de Rondônia (Singeperon), informou que a partir de hoje os agentes penitenciários e agentes de segurança socioeducativos de Rondônia, entram em estado de alerta para greve.

De acordo com o Singeperon, desde junho de 2018 buscam junto ao governo do Estado de Rondônia o cumprimento do acordo judicial, realizado em maio de 2017, qual seja, a elaboração em conjunto com a categoria do PCCR em 60 dias o qual não foi apresentado pelo estado.

Segundo representante da categoria, o atual governador  coronel Marcos Rocha, vetou o acordo firmado com o ex-governador Daniel pereira no ano passado. Segundo ele, a greve do ano passado foi suspensa após o ex-governador Daniel Pereira fazer um alinhamento com o sindicato dos agentes penitenciários.

Na época, em virtude de impedimentos legais para aprovação do PCCR, conforme o (art. 21 da LRF), o Estado propôs um realinhamento salarial para 2019, o qual foi trabalhado com o próprio orçamento da secretaria de justiça, que foi aceito pela categoria, porém, após todos os trâmites burocráticos, a Mesa de Negociação Permanente (MENP), deu o Estado por impedido de enviar o Projeto de Lei para aprovação da Assembleia Legislativa este ano, e, por fim, na data do dia 28/11/2018, manifestou-se de que o PL será encaminhado para aprovação em fevereiro/2019 e a implementação do pagamento se dará no 1º quadriênio de 2019, ressaltando que já existe a previsão orçamentária pra este fim.

Apesar da proposta ser aprovada pelos servidores em assembleia, visando resguardar os interesses desta, deliberou-se que a categoria estaria em “estado de greve,” a categoria estará acompanhando o cumprimento do acordo, ainda que, para envio em Fevereiro e implementação no 1º quadriênio de 2019.

Mas antes que o processo desse andamento o atual Governa Marcos Rocha, vetou a proposta.

A presidente do Singeperon, Daihane Gomes, conta com a participação de toda a categoria, no sentido de caminhar juntos, no cumprimento do que foi deliberado em assembleia, uma vez que, juntos a categoria é mais forte. “Nada vem sem lutas! Ou nós fazemos com que nos respeitem ou jamais seremos respeitados.” Destacou a presidente.

Ainda segundo Daihane, tal medida se faz necessária considerando o que a categoria vem sofrendo ao longo dos anos com promessas e acordos judiciais não cumpridas pelo Estado e que nos termos do Art 3º da Lei 7.783/89 (lei de greve), esta somente pode ser deflagrada mediante a frustração das negociações, sob pena de se constituir abuso de direito de greve, e que, a princípio, há uma proposta para futura implementação, o que nos obriga aguardar o cumprimento.



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