Porto Velho/RO, 23 Março 2020 07:00:14

CarlosSperança

coluna

Publicado: 23/03/2020 às 07h00min

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Além do coronavírus, RO padece com câncer, dengue e outras doenças

Projeto de educação  Há sinais, observados pelo movimento Todos Pela Educação, de que a educação brasileira caminha, além da atual..

Projeto de educação 

Há sinais, observados pelo movimento Todos Pela Educação, de que a educação brasileira caminha, além da atual estagnação, para uma queda jamais vista no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) em 2021, a continuar a atual gestão do Ministério da Educação, marcada por brincadeiras de mau gosto e erros grosseiros de Português. Seria um desastre.

Como o beija-flor que tenta apagar o incêndio na floresta levando água no biquinho, o projeto social Omunga procura meios para fortalecer a educação no esquecido interior da Amazônia, plantando bibliotecas em áreas desassistidas e capacitando professores. A importância da iniciativa é demonstrada pela informação do Inep de que 55% das escolas brasileiras não têm biblioteca escolar ou sala de leitura. Escola sem espaço de leitura equivale a uma colmeia não ter mel.

O projeto Omunga na Amazônia, ao levar mais educação a regiões isoladas, onde até há escolas, mas faltam bibliotecas e a formação de professores é precária, deixa clara a incapacidade do sistema educacional brasileiro de cumprir seus deveres constitucionais. Em certa época houve a proposta, como tantas lançadas ao ar apenas com interesses ideológicos, de uma “Operação Lava Jato” na educação. Não é o caso de sair prendendo gestores, mas de aprender com o Projeto Omunga que leitura e professor capacitado fazem toda a diferença.

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Audiências públicas

O planejamento da prefeitura de Porto Velho para o exercício  de 2021, com as audiências públicas programadas para a LDO – Lei das Diretrizes Orçamentárias foram suspensas – já está prejudicado em consequência do pavor gerado pela pandemia de coronavirus. Já foram remanejadas três reuniões pelo secretário Luís Guilherme Erse e outros encontros também poderão ser alterados. Também existe a revisão do Plano Diretor em andamento na pasta do planejamento cuja sequencia pode ser prejudicada.

Na fronteira

O município de Guajará Mirim, na fronteira com a Bolívia, que polariza uma exuberante região propicia ao turismo teve sua economia seriamente afetada em consequência do coronavirus. A fronteira boliviana foi fechada, causando estragos nas exportações dos comerciantes rondonienses para o vizinho País. E no outro lado do rio Mamoré as ruas estão desertas sem os compristas tradicionais de bugigangas importadas. A Pérola do Mamoré já vinha definhando com muitos prédios abandonados.

Comércio popular

Com lojas com preços de R$ 10,00 R$ 20,00 e R$ 30,00 nas principais avenidas de Porto Velho –Sete de Setembro (centro histórico), Jatuarana (na Zona Sul) e Amador dos Reis (Zona Leste) está se seguindo uma tendência para sobreviver, com o comércio popular, estratégia já adotada em outros estados. A situação que já estava difícil ficou mais ainda com a pandemia e as lojas destinadas a classe média (onde os preços são mais caros) já estão demitindo. Onde vamos parar?

O vírus chinês

As diferenças do Brasil com seu maior importador aumentaram com o deputado federal Eduardo Bolsonaro taxando o coronavirus de vírus chinês, seguindo a mesma toada do seu ídolo, o intempestivo presidente estadunidense Donald Tramp. Em situação anterior os conflitos causados pelo governo brasileiro com a China foram superados face a interveniência de alguns ministros. Rondônia não tem interesse na briga com os chineses: até a ferrovia transoceânica que passa pelo território rondoniense depende deles.

Mais epidemias

Não bastasse a pandemia chegando, Rondônia padece com verdadeiras epidemias, as de dengue e de câncer. Os números são assustadores e muitos semelhantes as estatísticas do Paraná, principal exportador de migrantes para Rondônia desde o final da década de 70, ainda nos idos do território federal. Um ano difícil para Rondônia e para o Brasil com saúde precária e com mais um ano de recessão e desemprego assombrando a população. 

Via Direta

***Já começaram as primeiras demissões por conta do fraco desempenho lojista tendo em vista o coronavirus*** É uma situação preocupante já que o nível de emprego em Porto Velho já tinha caído drasticamente nos últimos anos*** As queixas no faturamento afetam todos os segmentos, dos taxistas as kengas, das lojas de roupas a  eletrodomésticos*** Empreendimentos imobiliários lançados recentemente já estão prejudicados nesta altura do campeonato*** O pavor por conta da doença é tão grande que tem gente se refugiando em sítios pelo interior*** Lá vão enfrentar um perigo maior: os agrobandidos que roubam, sequestram e matam*** Impressiona o elevado número de filhos(as) e netos (As) drogados matando pais e avós pelo Brasil afora*** É uma verdadeira epidemia de violência rolando por aí. Em Porto Velho já são várias cracolândias funcionando no centro histórico e nos bairros mais distantes.

 


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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