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Alemanha vai testar renda básica de R$ 7.300 por mês durante três anos

O salário será pago durante três anos a 122 pessoas, sorteadas entre quase 2 milhões de voluntários

Por RFI
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Publicado: 08/06/2021 às 16h54min | Atualizado 08/06/2021 às 17h07min

Vista da cidade de Frankfurt, na Alemanha, um dos centros financeiros da Europa

A Alemanha vai experimentar um sistema de renda básica mensal de 1.200 euros (cerca de R$ 7.300), sem qualquer tipo de condição. O salário será pago durante três anos a 122 pessoas, sorteadas entre quase 2 milhões de voluntários, informou o Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW, na sigla em alemão) que participa da iniciativa.

O sistema será financiado por doações de 181 mil contribuintes e o projeto será avaliado cientificamente num estudo de longo prazo. “Nos próximos três anos queremos estudar empiricamente como e de que maneira o aporte regular de uma quantia de dinheiro superior ao nível de subsistência influencia no comportamento das pessoas”, declarou Jürgen Schupp, do DIW.

Esta é a segunda iniciativa do tipo promovida pela organização privada de Berlim Mein Grundeinkommen (“Minha renda básica”). O primeiro experimento, em menor escala, foi realizado com pessoas de baixa renda, em 2017, quando 85 pessoas receberam durante um ano 1.000 euros por mês.

Seleção sem critério de renda

Para o novo projeto, os participantes foram escolhidos sem critério de renda, com o objetivo de ver como combinam o subsídio com um trabalho. As 122 pessoas selecionadas vivem sozinhas e têm entre 21 e 40 anos. “Nesta faixa etária são tomadas as grandes decisões da vida. Queremos saber se e como uma renda básica incondicional afeta estas decisões. O debate sobre a renda básica está dominado por convicções ideológicas. Queremos saber o que realmente acontece”, explicou Michael Bohmeyer, um dos pesquisadores.

O estudo também deseja entender se os beneficiários utilizam a nova liberdade em benefício da comunidade. A atribuição de uma renda básica, às vezes também chamada de “renda universal”, já foi testada em outros países, mas com frequência foi limitada às pessoas socialmente desfavorecidas.

O projeto alemão tem o apoio de cientistas do Instituto Max Planck, da Universidade de Colônia e da Universidade de Tecnologia de Colônia. (RFI)



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