Porto Velho/RO, 06 Março 2020 10:58:14
Economia

Alívio! Taxa do cheque especial não deve ser cobrada por todos os bancos

Com as mudanças divulgadas em janeiro e que atingem os clientes que utilizam o cheque especial como forma de solicitar dinheiro..

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Publicado: 06/03/2020 às 10h57min | Atualizado 06/03/2020 às 10h58min

Com as mudanças divulgadas em janeiro e que atingem os clientes que utilizam o cheque especial como forma de solicitar dinheiro emergencial, os milhares de usuários ficaram preocupados. No entanto, os bancos têm tomado atitudes benéficas aos seus correntistas.

Alívio! Taxa do cheque especial não deve ser cobrado por todos os bancos (Reprodução/Internet)

A medida começará a valer a partir de junho, quando bancos vão cobrar dos seus clientes antigos com limite maior de que R$ 500 no cheque especial uma taxa que pode ser de até 0,25% sobre o que passar desse valor. A taxa vale mesmo se o cliente não usar o limite.

As instituições já podem realizar a cobrança para novos clientes desde janeiro deste ano, mas para os usuários antigos a medida só passa a valer a partir de 1 de junho.

A medida foi anunciada pelo Banco Central no final do ano passado, que também limitou a cobrança de taxas de juros do cheque especial em 8% ao mês, ou 151,8% ao ano.

A cobrança, por sua vez, não é obrigatória. Por isso, cabe ao banco definir se irá usar ou não. Sendo assim, as instituições financeiras divulgaram suas decisões sobre a nova ação válida para correnistas antigos; confira:

  • Banco do Brasil – Isenção para atuais e novos clientes ao longo de 2020;
  • Bradesco – Ainda não definiu, mas garante que não irá cobrar taxa até junho deste ano;
  • Caixa – Não irá cobrar para seus clientes;
  • Itaú – Não irá cobrar para seus clientes antigos e novos;
  • Santander – Por ora, isenção para clientes.

A Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, se posicionou de forma contrária as ações do BC, pontuando que “a adoção de limites oficiais e tabelamentos de preços de qualquer espécie”.

Isto porque em julho do ano de 2018, as instituições financeiras que fazem parte da Federação já haviam adotado internamente uma autorregulação que oferece a possibilidade de parcelar as dívidas do cheque especial. A expectativa era de que essa migração do cheque para linhas mais baratas acelerasse a tendência de queda do juro cobrado ao consumidor.

Atualmente, os bancos recebem uma tarifa quando os clientes optam por usar o especial, ou seja, o pagamento do juros é o salário do banco. Porém as instituições financeiras não podem cobrar taxas só porque há disponível algum crédito aos seus clientes.

Fonte: FDR



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