Porto Velho/RO, 31 Agosto 2020 08:39:06

CarlosSperança

coluna

Publicado: 30/08/2020 às 08h00min | Atualizado 31/08/2020 às 08h39min

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Amazônia foi muito roubada e é justa a preocupação com a ocupação estrangeira

Basta sensatez À parte preferências viscerais ou melindres pessoais, é difícil não dar razão à chinesa Huawei, que, sensatamente,..

Basta sensatez

À parte preferências viscerais ou melindres pessoais, é difícil não dar razão à chinesa Huawei, que, sensatamente, defende a parceria público-privada para acelerar a conectividade na Amazônia, avaliando que sem ela não haverá o desejado desenvolvimento sustentável, empacado numa teia de preconceitos, ignorância, desinformação e radicalismos.

Carlos Roseiro, diretor de soluções integradas da Huawei Brasil, aponta que cada 10% de penetração da banda larga implica 1,38% de crescimento do PIB. “Pensar em uma região que quer ser sustentável do ponto de vista ambiental e econômico exige pensar em conectividade”, diz ele.

A Amazônia foi muito roubada e é justa a preocupação com a distopia da ocupação estrangeira, desde que não chegue a absurdos. Quando o general Ernesto Geisel reatou relações com a China, em 1974, sinalizou para uma política externa independente, mas recebeu uma saraivada de ofensas malucas. Uma delas, a intenção de “implantar” o comunismo no Brasil, coisa que nem a China jamais teve. Se estabelecer relações com um país fosse adotar seu sistema, hoje o Brasil seria uma Suíça.

Loucuras e tolices à parte, o Brasil precisa de capital para dar conta de seus grandes desafios, como expandir a infraestrutura e gerar renda aos povos da floresta com um mínimo de estrago. Soberania com parceria, mais que rima, é solução.

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Dois turnos

Está cada vez mais evidenciado que o município de Porto Velho terá eleição em dois turnos tendo em vista o elevado número de candidatos fragmentando os seus 330 mil eleitores. Com o prefeito Hildon Chaves (PSDB) e os deputados federais Leo Moraes (Podemos) e Mauro Nazif (PSB) sinalizando desistência da peleja da prefeitura em 15 de novembro, vamos ter um outro cenário para a disputa. E com mais de 20 candidatos fica difícil até de fazer pesquisa. Portanto, um pleito bem imprevisível.

Os herdeiros

Mas algumas coisas já são possíveis de detectar neste pleito. Vinicius Miguel (Podemos) e Fabricio Jurado (Democratas) são “herdeiros” dos eleitores de Leo Moraes, que até então considerado o favorito na capital. Nesta peleja, Vinicius Miguel vai levando vantagem na herança. Nos votos bolsonaristas estão envolvidos o sargento Eyder Brasil (PSL), Cristiane Lopes (PP) e Lindomar Garçom (Republicanos). Deste segmento mais a direita, Garçom teve a melhor largada.

A rejeição

Ontem falei da baixa rejeição de alguns candidatos em Porto Velho, um fato que pode favorece-los na reta final. Os candidatos de ponteira, casos de Leo Moraes (Podemos), Mauro Nazif (PSB) tem rejeição e o próprio prefeito Hildon Chaves (PSDB) tem sua parcela de rejeição, mas também conta com aprovação alta. Descontando estes três que até agora não saíram da moita, o ex-deputado federal Lindomar Garçom (Republicanos) tem a rejeição mais elevada comparada aos demais 20 candidatos. No entanto também pontua alto e em condições de seguir em frente.

As comparações

Em Porto Velho os prefeitos e governadores gostam de se comparar com aqueles que marcaram época no governo do estado caso de Teixeirão e no Palácio Tancredo Neves, que foi sede da prefeita de Porto Velho durante décadas, Chiquilito Erse. Teixeirão, com apoio do governo militar dotou Rondônia das condições de infraestrutura necessárias para se transformar o território em estado. Chiquilito tocou grandes avenidas, como a Kennedy que virou Jorge Teixeira e a Rio Madeira, que depois levou seu nome. Remodelou praças, criou o Parque Ecológico e deixou um legado de obras importantes.

Haja maconheiros!

Só nos primeiros meses do ano foram apreendidas nas estradas federais quase 200 toneladas de maconha oriundas do Paraguai e do Peru. Parte da erva destinada para a grande “Ceasa” de abastecimento de drogas da região Norte que funciona em Rondônia. Recebemos (… os traficantes, né) maconha dos países vizinhos e distribuímos a cocaína proveniente da Bolívia e da Colômbia –juntamente com armas pesadas – vias rodoviária e aérea para os morros do Rio de Janeiro e Belo Horizonte e as favelas de São Paulo, etc, etc.

Via Direta

*** Com mais tempo para se dedicar aos golpes com a pandemia, os marginais aprimoraram suas farsas *** Em Porto Velho temos muitos casos de vendas fake de carros, motos, portões eletrônicos e usurpação nas contas bancárias *** E haja patos! Eu também fui um (!) com a conta invadida, mas o BB me restituiu o que foi desviado *** Com o pico do coronavirus já atingido agora as estatísticas poderão baixar. Só que com as eleições e as provas do Enem é provável que venha uma segunda onda da covid para nos atazanar *** É melhor os coveiros do Tonhão se preparar preventivamente abrindo mais covas para atender novas vítimas da pandemia *** Se cuidem, mantenham distanciamento, usem a máscara e suplico para que os diletos caras-pálidas não sejam beneficiados com a nova ala de covas *** O Cemitério Santo Antônio já está entulhado de vítimas da covid. É coisa de louco, centenas de almas urrando contra a falta de planejamento, eficiência e sanidade dos políticos.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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