porto velho - ro, 01 Novembro 2019 22:15:15

    SilvioSantos

    coluna

    Publicado: 30/09/2019 às 15h58min

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    Aniversário de 105 anos de Porto Velho

    Vamos aos bastidores da disputa de Samba de Enredo que aconteceu sábado passado na Tenda do Tigre. *********** O negócio começou muito..

    Vamos aos bastidores da disputa de Samba de Enredo que aconteceu sábado passado na Tenda do Tigre.

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    O negócio começou muito tenso para algumas das quatro parcerias que inscreveram sambas.

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    Em virtude da ameaça do componente de uma parceria, em entrar com recurso contra dois dos quatro sambas concorrentes, quando chegamos à tenda, uma das parcerias acusada de plágio, nos procurou e nos entregou um documento, justificando a utilização de uma estrofe inserida no seu samba, questionada pelo integrante da parceria do “Trio de Ouro.

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    O compositor que nos procurou e entregou a justificativa que poderia ser utilizada em sua defesa, caso realmente acontecesse o recurso, foi o Ernesto Melo que colocou no seu samba, o refrão da música “MADEIRA MAMORÉ” de autoria de José Cândido gravada em 1966 pelo Trio Mossoró no LP de Norte a Sul.

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    Realmente a letra que ele entregou aos jurados, estava com os versos da música de José Cândido entre aspas. Isso quer dizer, que se acontecesse o recurso ele seria absolvido.

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    Outra parceira que seria vítima do Recurso do integrante do Trio de Ouro, era a do Walber do Cavaco, nessa, a alegação era que o samba da parceria do Walber em determinada estrofe, estava dentro da melodia do samba de João Bosco e Aldir Blanc “O Mestre Sala dos Mares”. Não sei se o Walber tomou conhecimento disso, só sei que não se manifestou a respeito do assunto, aliás, o comentário de plágio, reuniu um bocado de carnavalescos na barraca de caldo do Caula. Ô povo fofoqueiro…!

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    O certo foi que no fim, quem levou a melhor foi a parceria das Pastoras, que vai ver sua obra cantada na avenida, caso aconteçam os desfiles das escolas de samba, em 2020.

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    Mostrando que estavam ali apenas para disputar a preferencia dos jurados e do público e não para discutir sobre a autenticidade da obra de qualquer parceria, os compositores Ernesto Melo e Walber do Cavaco postaram o seguinte nas redes sociais:

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    Ernesto Melo – “Samba, oh Samba, como nos envolve e nos empolga. Ganha-se, perde-se mas sempre ganhamos pois o importante é a vitória da resistência, da preservação de nossa história e de nossos valores. Parabéns ao GRES ASFALTÃO pelo belo e enredo, uma homenagem digna, daquelas que trazem consigo a voz daqueles que já não as tem. Foi uma honra participar. Parabéns Pastoras do Asfaltão, mais uma vitória que nos enaltece e ao samba. Beijo grande”.

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    Walber do Cavaco – “Parabéns, meninas!! Como já havia comentado, e não fiz segredo pra ninguém, tínhamos 3 sambas perfeitos para avenida (o meu não estava incluído nessa lista), um tinha que sair vitorioso!!! A Escola que saiu mais vitoriosa ainda… O samba do Carnaval 2020 do Asfaltão dará muito trabalho para a diretoria de harmonia e para os mestres da bateria (e isso eh bom!!). Pois, o samba desenhou vários caminhos para arranjos, breques e paradinhas. O pulsar perfeito para as passistas, o Beat perfeito para a Pura Raça volitar na Avenida e, por fim, os degraus melódicos perfeitos para os nossos queridos e afinados intérpretes, principalmente, o Marcelão, galgarem a escada que nos levará, mais uma vez, à vitória na passarela do samba de Porto Velho!”.

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    É isso aí, o negócio é sair cantando o refrão: “Ecoou o toque do clarim do Moares; Chegou a Pura Raça na batida do tambor; A mensageira do Amor”. Das Pastoras do Asfaltão. Parabéns!

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    Quer me ver cantando forró junto com o Zezinho e o Quarteto dos Cobras, vai pra festa de aniversário de 105 anos, do município de Porto Velho a partir das 19 horas, desta terça feira, no Mercado Cultural.

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    Várias bandas estarão se apresentando também. Te aguardo lá morena forrozeira!


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    sobre Silvio Santos

    Jornalista. Atualmente é editor do caderno de Cultura do jornal Diário da Amazônia. É um apaixonado pela Cultura de Porto Velho. Mantém uma coluna diário no jornal Diário da Amazônia. Conhecido carinhosamente por Zé Katraka.

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