porto velho - ro, 21 Setembro 2019 10:30:36

    AdãoGomes

    coluna

    Publicado: 18/09/2019 às 21h29min | Atualizado 18/09/2019 às 23h17min

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    Antes, quando não tinha energia, o povo fechava a ponte de Jipa..

    ...hoje corremos para a internet. Somente uma grande mobilização de grande parte da sociedade pode resultar em algum benefício.

    Toda população de Rondônia, sem exceção, aguarda com muita esperança que a CPI da Energisa tenha algum resultado concreto. E se não houver nenhum resultado concreto, arrisco-me a dizer que não sei se será possível mensurar o tamanho da revolta contra os deputados estaduais. Até agora os discursos são firmes, exaltados, entretanto veremos se realmente os parlamentares conseguirão defender os interesses de quem está pagando uma conta altíssima de energia elétrica. A comissão para investigar a distribuidora de energia foi aprovada pelos deputados. Alex Redano (Republicanos) foi autor do pedido da CPI. Ele disse que a Assembleia recebe inúmeras denúncias de abusos cometidos pela empresa distribuidora contra consumidores.

    Será que contaram tudo pra nós?
    Quando as usinas hidrelétricas (Santo Antônio e Jirau) foram construídas no rio Madeira ninguém explicou muito bem como ficaria a conta da energia elétrica para o povo. Às vezes penso que a intenção era realmente essa, não explicar. O tempo passou, as usinas estão produzindo energia aos montes, a energia está abastecendo outros estados e nós aqui colhemos os prejuízos. As grandes empresas contabilizam os lucros. O povo fica no prejuízo. Quem pagava 100 reais está pagando 350 reais. Tem gente pagando R$ 1.500,00.

    Então o que fazer?
    A briga pra tentar baixar o preço da energia elétrica para o consumidor de Rondônia não deve ser travada aqui no rio Madeira. O endereço que deve ser procurado é a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica. Cabe aos parlamentares federais, junto com o governador Coronel Marcos Rocha, criar um embate direto com a Aneel e convencê-los a baixar a conta. Caso contrário, continuaremos pagando o preço que eles querem. Simples assim. Houve uma época na década de 80 e 90, quando havia falta de energia elétrica, a população fechava a ponte do rio Machado em Ji-Paraná. O estado ficava parado por no mínimo três dias. Agora todo mundo corre pra reclamar nas redes sociais.

    O diploma de vossas excelências
    Chega a ser patética a atitude de alguns titulares do parlamento mirim de Porto Velho. Enquanto grande parte dos moradores convive com as consequências da falta de água tratada e de tratamento de esgoto e conta de energia caríssima (muitas crianças sem transporte escolar), os nobres gastam seu tempo e os recursos dos contribuintes com homenagens. Praticamente toda semana, ocorrem sessões especiais com intuito de homenagear cidadãos que prestam serviços relevantes para a comunidade local. Senhores e senhoras façam-me o favor.

    Esgotamento sanitário
    Boa notícia para Ji-Paraná. Nesta sexta-feira (20) o governador Coronel Marcos Rocha vai autorizar o início das obras de esgotamento sanitário no município. Importante ressaltar que os recursos de R$ 170 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento foram capitaneados pelo senador Acir Gurgacz (PDT). Nos últimos anos Acir tem buscado esses recursos junto aos ministérios em Brasília, o que possibilitou o início dessas obras.


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    sobre Adão Gomes

    Adão Gomes é natural de Ji-Paraná, Rondônia. Jornalista e radialista com passagens pela Rádio Comunitária Alternativa e Rede Vida. Com 15 de dedicação à Rede TV, já apresentou programas como Jornal da Rede, Fala Porto Velho além de coberturas ao vivo. Atualmente exerce a função de gerente de comunicação e apresenta o programa Fala Rondônia.

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