Porto Velho/RO, 11 Dezembro 2019 23:57:11

    CarlosSperança

    coluna

    Publicado: 24/10/2019 às 08h33min

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    Apesar de eleger só um deputado, Rocha tem maioria folgada na ALE

    Amazônia first Talvez o governo já tenha aprendido finalmente que brigas, insultos e ironias não funcionam como soluções,..

    Amazônia first

    Talvez o governo já tenha aprendido finalmente que brigas, insultos e ironias não funcionam como soluções, espelhando-se na dramática situação de guerra interna vivida pelo PSL, partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro se elegeu.

    Como sinalizou o vice-presidente Hamilton Mourão ao destacar os pontos de unidade entre o governo e a Igreja Católica, deve-se encaminhar situações difíceis para um diálogo produtivo: amarrar o que pode unir e avaliar com sabedoria como superar as divergências quanto ao que ficar de fora.

    De pronto, para cessar a sangria de recursos no Fundo Amazônia e trazer investimentos de retorno rápido à região, é possível unir o país em torno da ideia de fazer da região o “Vale do Silício da biodiversidade”, sugestão de impacto que seria mais propriamente definida como “polo de bioeconomia”.

    Melhor que o nome eventualmente escolhido, importa que surja de imediato um consenso capaz de devolver as esperanças aos empresários, trabalhadores, investidores e desempregados.

    É urgente vencer o desalento criado pela polarização tóxica e brigas que só levam a mais prejuízos, atrasos e incompreensões. Se os brigões não criarem juízo, o Brasil será arrastado pelo declínio da economia mundial, primeira consequência da guerra comercial entre EUA e China. “Amazônia first” será para os brasileiros ainda melhor que “Silicon Valley” para os EUA.

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    Maioria folgada

    As últimas matérias aprovadas na Assembléia Legislativa, inclusive a suplementação orçamentária a toque de caixa, demonstram claramente que o governador Marcos Rocha (PSL) conta com maioria folgada na Casa de Leis.  Contrariando observadores, mesmo com os tapas e beijos iniciais entre os parlamentares e a Casa Civil, a articulação no campo político do CPA tem funcionado. E olhe que já se falou inicialmente até em impeachment…

    Pelo controle

    No governo passado, o alvo da classe política rondoniense era os búfalos que com um crescimento populacional descontrolado causavam sérios problemas aos produtores no Vale do Guaporé, na rota dos santos, de São Francisco a São Miguel de São Domingos a Costa Marques, etc. Agora, os políticos se voltam contra a superpulação de capivaras que está causando acidentes nas estradas e também devorando plantações no Vale do Jamari, região de Ariquemes.

    Os ex-prefeitos

    Ex-prefeitos, em ocasiões distintas em Porto Velho, desde o inicio da criação do estado em 81, Francisco Paiva, Sebastião Valadares, José Vieira Guedes, Carlinhos Camurça e Roberto Sobrinho não sinalizam mais apetite pelo poder. Mas Mauro Nazif já esta afiando as garras para uma grande revanche contra o atual prefeito Hildon Chaves e o deputado federal Leo Moraes no ano que vem.

    Calcanhar de Aquiles

    A saúde segue como um calcanhar de Aquiles para os governadores de Rondônia. Foi assim na era Cassol, nos anos de Confucio e os problemas continuam na gestão do governador Marcos Rocha. As reclamações quanto à demora nas cirurgias no HB e no atendimento no Pronto Socorro João Paulo II tem aumentado e as alegações continuam as mesmas das gestões passadas: grande demanda causada pelo interior, estados e países vizinhos etc e tal.

    Mais prestígio

    Seja na era petista com os irmãos Viana, ou atualmente com Gladson Cameli, o Acre historicamente consegue obter mais recursos para seu estado do que Rondônia. Na Amazônia, Cameli é o governador mais próximos de Bolsonaro – lá foi a maior vitória do presidente em termos percentuais em todo país – e é convidado até para as viagens ao exterior. Nosso auge foi na era petista, com duas usinas hidrelétricas e mais a ponte no Madeirão.

     

    Via Direta

    *** Algumas lideranças expressivas nas décadas passadas em Rondônia, como José Bianco, Amir Lando e Orestes Muniz se tornaram consultores das novas gerações*** São experiências importantes que devem ser assimiladas pelas lideranças mais jovens *** Estão acelerados os preparativos para a inauguração do novo Shopping de Porto Velho marcado para dezembro*** Os Gonçalves estão preparando promoções de Natal para a ocasião lá nas bandas da Zona Leste *** Quem anda meio sumido nos meios políticos é o ex-deputado federal Nilton Capixaba, presidente estadual do PTB*** Já na ponteira nas primeiras sondagens para a peleja 2020 em Nova Mamoré, o professor Herbert Lins de Albuquerque curte um bom momento naquela região *** Mas, infelizmente suas asas já foram aparadas pelos dirigentes partidários*** Ora, porque não deixam esta andorinha voar? *** Em Vilhena, o prefeito Eduardo Japonês costura uma poderosa aliança para enfrentar mais uma vez o Clã Donadon em 2020. Será a “nega”, o chamado tira-teima.


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    sobre Carlos Sperança

    Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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