Porto Velho/RO, 04 Agosto 2020 08:15:14

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 04/08/2020 às 08h15min

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Apesar de proibidas, as queimadas voltam com índices de alertas

Alertas de peso surgem ao mesmo momento, sobre as queimadas na Amazônia. O Greenpeace divulgou imagens feitas em sobrevôo indicando focos..

Alertas de peso surgem ao mesmo momento, sobre as queimadas na Amazônia. O Greenpeace divulgou imagens feitas em sobrevôo indicando focos de queimadas na região. A ONG também divulgou que em junho deste ano foram registrados 2.248 focos de calor. A situação é mais grave no Mato Grosso, onde até 31 de julho desde ano, foram registrados 4.437 focos de queimadas, com crescimento de 49,52% em comparação a 2019.

O Vice-Presidente da República Hamilton Mourão utilizou seu espaço na Rádio Nacional para alertar sobre os riscos de queimadas e incêndios florestais, a partir de áreas que foram desmatadas recentemente. O General administra um orçamento de R$ 60 milhões para manter a Operação Verde Brasil, que tem como alvo, controlar e punir o desmatamento ilegal na Amazônia e para conter as queimadas.

Dados divulgados pelo pesquisador da Embrapa, Evaristo Miranda, indicam que a redução de queimadas é de 7% em todo o Brasil, que está com um Decreto (10.424) de proibição de queimadas por 120 dias, contado a partir de 15 de julho último. Tudo indica que, apesar da proibição existem pessoas não respeitando a norma e colocando o grande patrimônio ambiental em risco.

O Brasil está numa luta travada para recuperar a credibilidade internacional, afetada pelo alto índice de incêndios e queimadas ocorridos no ano passado, com ampla repercussão mundial. Recentemente foi referendado o Protocolo de Nagoya, importante passo para colocar o país na posição de respeito internacional. A Operação Verde Brasil 2 é outra ação que valoriza essa posição desejada pelo país. Apesar dos passos positivos, o calcanhar de Aquiles vem sendo o Sul do Pará e, principalmente, o estado do Mato Grosso que com os péssimos destaques de derrubadas e queimadas neste ano. O rigor é importante para evitar danos ambientais e perdas econômicas ao Brasil. 


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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