porto velho - ro, 21 Setembro 2019 23:18:44

    SilvioSantos

    coluna

    Publicado: 12/07/2019 às 18h48min

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    Arraial Flor do Maracujá: geração de renda e emprego

    O Arraial Flor do Maracujá é uma verdadeira potencia, quando se fala em geração de renda e emprego. ********** Se fossemos apenas nos..

    O Arraial Flor do Maracujá é uma verdadeira potencia, quando se fala em geração de renda e emprego.

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    Se fossemos apenas nos ater aos grupos folclóricos, teríamos em números: Exemplo: Cada grupo de quadrilha tem a obrigação de colocar dançando na arena o mínimo de 25 pares o que dar 50 pessoas dançando, se o grupo optar por cumprir o Regulamento, colocando o número mínimo de pares, ainda teremos por grupo, mais umas 30 pessoas que atuam como apoiadores, ou seja, aqueles que distribuem os adereços aos quadrilheiros, que montam os cenários e alegorias e os músicos.

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    Levando-se em conta que serão 33 grupos de quadrilhas é só multiplicar 80 X 33 = 2640 multiplicado por DEZ (Número de dias do Flor), quer dizer, 26.400 pessoas passarão pelo Curral de Dança. Aí foram só os grupos de quadrilhas.

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    O Regulamento exigi que cada grupo de bumbá coloque na Arena a quantidade mínima de brincantes 79. Isso dançando. Aí vem o pessoal de apoio que chega a média de 30 pessoas por grupo. São 08 grupos de bumbás a se apresentar. Então vamos aos números: 79 + 30 X 8 X 10 = 2.479 pessoas na arena durante os dez dias do Arraial.

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    Quase 30 mil pessoas, só trabalhando nos grupos durante os dez dias do Arraial Flor do Maracujá, some-se a isso o pessoal das barracas (restaurante), ambulantes, parque de diversão, estacionamento, segurança, equipe da sonorização, iluminação etc.

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    Quem realmente ganha com isso é a município e o estado, pois esse povo todo vai gerar imposto quer serão recolhidos aos cofres da prefeitura e do estado.

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    Enquanto isso, os grupos recebem apenas 200 Mil para ser dividido entre os 40 grupos o que vai dar se fosse divido por igual, em média, 5 MIL para cada um.

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    Acho que não precisa de mais explicação!

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    Agora o negócio é partir para os ensaios, pois a disputa não vai der fácil, em especial entre os grupos de bois bumbás.

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    Acontece que dos 8 grupos de bumbás, cinco fazem parte do Grupo Especial e Três do Grupo de Acesso. Então DOIS Bois do Grupo Especial cairão e Dois do Grupo de Acesso subirão.

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    Tem um detalhe os de acesso não recebem nenhum tostão para se apresentar e mesmo assim, o investimento de suas diretorias não é pequeno não.

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    O que é mais interessante, é que entre os cinco do Grupo Especial dois irão cair para o Grupo de Acesso já pensou, Corre Campo e Diamante Negro se apresentando pelo Acesso em 2020?

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    Praticamente quem está garantido no Grupo Especial em 2020 são os bumbás Estrela de Fogo e Tira Teima. O outro concorrente é o bumba Prova de Fogo.

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    Nas quadrilhas essa questão é mais bem resolvida, pois, a disputa envolve muitos grupos, basta lembrar que a quadrilha junina Nova Estação do meu amigo Allan Berg que é considerado como grande, este ano vai ter disputar pelo grupo de Acesso e se não ficar entre os dois primeiros colocados, não volta em 2020.

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    Lembrando que grupos de quadrilhas como Juabp. Mocidade Junina já dançaram pelo Acesso.

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    Se você tiver acesso ao barracão de alegorias dos grupos de quadrilhas, exemplo da Rádio Farol, Girassol, Juabp e a Roça é Nossa pode sentir o porquê que todos estão trabalhando grande alegorias. As quadrilhas em sua maioria deixaram o cenário de lado e estão investindo em grandes alegorias.

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    Isso tem provocado comentário do tipo: “As quadrilhas estão mais para escola de samba do que para grupo folclórico”.

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    É meus amigos, o Arraial Flor do Maracujá não fácil, já derrubou até secretário de cultura. Espero que isso não aconteça este ano, pois, tudo está caminhando para o sucesso!


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    sobre Silvio Santos

    Jornalista. Atualmente é editor do caderno de Cultura do jornal Diário da Amazônia. É um apaixonado pela Cultura de Porto Velho. Mantém uma coluna diário no jornal Diário da Amazônia. Conhecido carinhosamente por Zé Katraka.

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