Porto Velho/RO, 01 Maio 2021 10:56:43

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 01/05/2021 às 10h56min

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As relações de trabalho nunca mais serão as mesmas

O  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na sexta-feira (30), véspera do Dia do Trabalhador, o resultado da..

O  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na sexta-feira (30), véspera do Dia do Trabalhador, o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Continua), referente ao trimestre móvel que abrange o período que vai de dezembro de 2020 a fevereiro de 2021.

Com a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus se alastrando país adentro, era de se esperar que os números não fossem positivos. E não foram!  A pesquisa aponta que o país tem hoje o maior contingente de desempregados, desde 2012, ano em iniciou a série histórica.

Por outro lado, a mesma pandemia começa a modificar muitos contornos que a séculos, com o avanço da Revolução Industrial, já estávamos familiarizados e tínhamos como modelos prontos, perfeitos e que também vinham sendo adotados pela sociedade há tempos.

E muitas dessas mudanças ocorrem justamente na área trabalhista, como por exemplo, o trabalho remoto que começou a ser utilizado, ainda que timidamente, na década de 1980, e foi acelerado com a pandemia. Com o chamado home office, a operacionalização das atividades passa a se dar a partir da casa do trabalhador, reduzindo os custos das empresas, principalmente com energia.

Quatro décadas depois com a chegada da pandemia que provocou o isolamento social, esse processo se acelerou e o trabalho em casa, para muitos especialistas veio para ficar e a possibilidade de recuo são mínimas. Não é à toa que desde o ano passado o trabalho à distância passou a ser visto como uma forma de assegurar e gerar emprego, pois com ele, é fortalecida uma antiga relação de trabalho, que é a prestação de serviços, muita usada por setores como o comércio, por exemplo.

Nessa modalidade, a contratação deixa de ser permanente podendo ser por tempo determinado, o que para as empresas representa menos encargos a serem pagos pelo empregador, menos despesas para a manutenção de um espaço físico, entre outras vantagens. Mas esse modelo ainda é um de ensaio e renderá calorosas discussões. O certo é que passada a pandemia do novo coronavírus, as relações de trabalho nunca mais serão as mesmas.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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