Porto Velho/RO, 14 Agosto 2020 15:04:57

Carlos Sperança

coluna

Publicado: 20/07/2019 às 10h17min | Atualizado 20/07/2019 às 13h41min

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Baixa do governo Bolsonaro prejudica candidatura de Eyder

Amazônia é maior A Amazônia, maior floresta tropical do mundo, não precisa o favor de ser esticada para assegurar esse título. Mesmo..

Amazônia é maior
A Amazônia, maior floresta tropical do mundo, não precisa o favor de ser esticada para assegurar esse título. Mesmo com limitações científicas anteriores à era digital, sem satélites nem georreferenciamento, o tamanho atribuído à região já não foi pequeno: cerca de 5,5 milhões de quilômetros quadrados.
Apesar da pouca ciência, havia certezas, como definir onde a Amazônia acabava e começava o Cerrado por uma arbitrária linha que nos mapas era até bem fina, mas transferida à realidade ocupava. Pesquisadores publicaram mapeamento por satélite sugerindo que a Amazônia é maior e se estenderia mais ao sul do indicado nos limites oficiais.
Há pouco, para surpresa de muitos que desconheciam aquela publicação, o professor Henrique Mews, da Universidade Federal do Acre, confirmou que a divisão entre os dois maiores biomas da América do Sul não é uma linha. É, na verdade, uma faixa que pode variar de 40 a 250 quilômetros de largura – mistura complexa de savana, floresta densa e floresta típica do encontro de dois tipos de ambientes.
Tudo indica que ainda há muito por saber a respeito. Antes de destruí-la gananciosamente ou ir a Marte, melhor seria conhecê-la, pois seria desastroso destruir o que ainda nem foi descoberto.
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Macacos velhos
O futuro não é auspicioso nestas bandas aos políticos conhecidos como “macacos velhos”. Continua aumentando o percentual do eleitoral jovem em Rondônia influenciando na eleição de futuros prefeitos e vereadores, neste segmento. Já foi assim em eleições passadas com a ascensão de políticos como Mariana Carvalho, Leo Moraes e outros com boas votações nas urnas na capital.

Perdendo força
Para o infortúnio do deputado estadual Eyder Brasil, provável candidato do PSL a prefeito na capital, a onda Bolsonaro vai perdendo força com a economia fragilizada, com sucessivas atitudes intempestivas dele e dos seus filhos, além de ações polêmicas. Com isto, se eleger pela sombra, como ocorreu com muitos delegados e militares no pleito passado com a bandeira do capitão passa a ser mais difícil.

A Constituinte
Com o falecimento do ex-parlamentar João Dias, dos deputados estaduais eleitos em 82, quase vinte já foram para o plano superior. Alguns em acidentes, como Jô Sato (Colorado), outros com a idade avançando como Jacob Atalhah (Porto Velho). Muitos deixando saudades como Amizael Silva, Arnaldo Lopes Martins, Cloter Motta, Walderedo Paiva.

Grandes destaques
O interessante é que grandes destaques da primeira legislatura da Assembléia Legislativa, na minha opinião, a melhor de todas até hoje, estão bem vivos e gozando de saúde, como José Bianco (Ji-Paraná), Tomas Correia (Jaru), Oswaldo Piana (Porto Velho) e Amir Lando (Porto Velho). Em ocasiões distintas já votei em todos eles aqui relacionados, seja ao governo, Senado, a prefeito.

Os reflexos
As lideranças regionais estão seriamente preocupadas com o desmonte do Dnitt de Rondônia, cuja administração foi transferida para Manaus. Com esta tutela distante, os reflexos negativos poderão acontecer de imediato, como a demora na entrega da ponte do Abunã, a conclusão da dragagem do Rio Madeira e a recuperação das nossas rodovias federais esburadacas.

Via Direta
***Depois de um breve recesso estamos de volta, como uma mosca na sopa, nos pratos dos pilantras e rapinadores *** Ainda a respeito da tutela do nosso Dnit, agora nas rédeas de Manaus, se for como a Marinha amazonense que manda no porto de Porto Velho, estaremos fritos e mal pagos *** Toda vez que os cabos de sustentação arrebentam por aqui, a coisa fica paralisada pelo menos três meses *** Trocando de saco para mala: Mabel começa a costurar acordos para disputar a prefeitura de Ji-Paraná.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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