Porto Velho/RO, 13 Janeiro 2021 08:29:47

CarlosSperança

coluna

Publicado: 13/01/2021 às 08h29min

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Barrageiros estão animados com o anúncio de possível início da obra da UH de Tabajara

Ponto de partida Nos governos autoritários, não sendo muito diferente nos populistas, os empresários ou são forçados a ser..

Ponto de partida

Nos governos autoritários, não sendo muito diferente nos populistas, os empresários ou são forçados a ser instrumentos do governo ou uma casta deles instrumentaliza o governo. Nas democracias, há os que são instrumentos do governo ao sabor das conveniências, os que tentam instrumentalizá-lo e os que sabem que podem reivindicar e exigir providências saudáveis por parte do poder público sem sofrer repressão. 

No Brasil, o empresário moderno demonstra que não se satisfaz com a fábrica de crises do autoritarismo: quer que governo governe e empresários cumpram seus deveres perante as famílias, empresas e clientes. O empresário democrático brasileiro, depois do desastre econômico da ditadura, que pôs a perder a década de 1980 e gerou as crises posteriores, caracteriza-se pela capacidade de estudar a fundo a realidade e reivindicar as providências que a necessidade recomenda. 

A julgar pela movimentação de empresários brasileiros que preparam propostas para inovar as regras da Organização Internacional de Normalização (ISO), sua intenção é também influenciar positivamente o mundo, agora com sugestões no sentido de otimizar os recursos naturais. Elas serão apresentadas em encontro de 70 países previsto para este mês. Ainda não se sabe exatamente o que vão propor, mas usar melhor os recursos naturais é um bom ponto de partida.

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A explosão

O governador em exercício, o vice Zé Jodan (PSL-Rolim de Moura) passou os primeiros dias de sua mini-gestão de olhos voltados a explosão do coronavirus no estado. Contatos frequentes foram feitos com os prefeitos para saber da situação instalada com as novas regras do jogo impostas pelo governo estadual. No entanto, nem todo mundo acredita que as restrições impostas vão resolver a situação tal a desobediência quanto ao distanciamento social e o uso da máscara tão recomendados pela OMS. 

Uma guerra!

A disputa pela presidência da Câmara dos Deputados está se tornando uma verdadeira guerra entre os grupos políticos que apoiam o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) e Arthur Lira (Progressistas-AL). O presidente Jair Bolsonaro apoia Lira e tem usado recursos de emendas parlamentares para ajudar o apadrinhado. Já, Baleia Rossi, apoiado pelo atual presidente da casa de Leis, Rodrigo Maia é beneficiado pelo expediente de nomeações polpudas no congresso para aliados e apoiadores do seu candidato.

O abandono

Criado ainda na gestão do governador Oswaldo Piana Filho, para fomentar a geração de empregos, o Distrito Industrial de Porto Velho ainda teve algum apoio dos governadores Ivo Cassol e Confúcio Moura. Atualmente está abandonado e tanto o governador Marcos Rocha, quanto o prefeito Hildon Chaves esqueceram da sua existência alegando outras prioridades. Também deputados estaduais e vereadores da capital, que tanto falam na geração de empregos, sequer visitaram o DI nos últimos anos.

Usina de Tabajara

 Com os boatos dando conta de que uma empreiteira já estaria instalando canteiro de obras em Machadinho do Oeste, cidade que vai sediar a construção da Usina Hidrelétrica de Tabajara, operários e antigos barrageiros de Porto Velho já estão entusiasmados com as oportunidades que serão criadas. No entanto as obras seguem bloqueadas tendo em vista a situação dos índios afetados naquelas bandas e uma série de audiências públicas vão tratar ainda de questões ambientais.

Difícil punição

Até agora a justiça eleitoral não se pronunciou sobre os vereadores eleitos flagrados na compra de votos em Porto Velho. Com eles empossados, fica mais difícil de serem punidos. Vários deputados estaduais também enrolados com a justiça apostam na morosidade do Judiciário para seguirem nos seus mandatos. Tem coisa antiga por lá, mesmo com cassação mantida em todas as instâncias, mas os parlamentares permanecem nos seus cargos. Até quando torcida brasileira?

Via Direta

*** A capital rondoniense vivencia um apagão de materiais e de mão de obra na construção civil. Falta aço, faltam telhas de barro e outros insumos*** O ano novo desponta como a porta da esperança para a peste do coronavirus. Que venha a vacina como uma luz ao final do túnel *** Os comerciantes começaram as promoções de início de ano para movimentar o comércio lojista. Que os consumidores aproveitem as oportunidades*** Quem foi as lojas de construção comprar telhas de fibrocimento se espantou. Os preços dobraram na era do coronavirus*** Tão cedo a população de Porto Velho não vai se livrar do seu cartão postal às avessas que é a rodoviária. As autoridades não estão nem aí.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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