Porto Velho/RO, 13 Outubro 2021 17:32:38
Saúde

Bebeu demais? Não tome paracetamol

Combinação de álcool e esse tipo de medicação pode sobrecarregar o fígado e provocar danos hepáticos

Por ZAP
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Publicado: 13/10/2021 às 17h32min

Muitas vezes cometemos excessos com o álcool e os sintomas de desconforto que chamamos de ressaca surgem no dia seguinte. Contudo, há um conselho que deve ser anotado e levado em conta: não tomar paracetamol para aliviar as dores de cabeça. Para tentar aliviar os efeitos da ressaca, essa é uma prática que muitas pessoas em todo o mundo usam, devido às suas capacidades capacidades analgésicas.

No entanto, a verdade é que “devido à sua toxicidade hepática, é contraindicada para pessoas com insuficiência hepática ou hepatite viral”, explica a farmacêutica Irene Suárez ao jornal espanhol El Confidencial. Assim, é também desaconselhado a momentos em que há ingestão excessiva de álcool.

“Apesar de em nenhum caso ser aconselhável fazer uso de drogas com álcool, no caso do paracetamol é especialmente importante evitar a combinação, pois ambas poderiam aumentar a toxicidade e o risco de sofrer danos hepáticos”, explica Suárez, dos Serviços Técnicos do Conselho Geral de Farmacêuticos.

De acordo com a especialista, o grande problema está no fato de o fígado, após o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, se encontrar em um processo de metabolismo desse mesmo álcool e das substâncias tóxicas para o organismo, o que poderia causar efeitos adversos no órgão, com riscos de danos renais e hepáticos.

Como alternativa, Francisco Javier Otero Espinar, professor de Farmacologia na Universidade de Santiago de Compostela, explicou ao jornal que o ibuprofeno pode ser um caminho mais viável por pertencer ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides e tem atividade antipirética, analgésica e anti-inflamatória.

“Ao contrário do paracetamol, o ibuprofeno não causa danos hepáticos, embora devido ao seu próprio mecanismo de ação anti-inflamatória possa afetar a mucosa gástrica e danificar a barreira protetora do estômago. Mas deve ser tomado em menor medida do que outros medicamentos”, explicou. (ZAP)



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