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Internacional

Caso raro revela que é possível ter piolhos nos cílios

Menina visitou o hospital após ter sentido uma forte coceira nos olhos durante três semanas

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Publicado: 19/07/2021 às 17h19min | Atualizado 20/07/2021 às 10h32min

Na China, uma menina de oito anos de idade foi a um serviço de urgência em um hospital com uma forte coceira nos olhos. Quando olharam de perto, os especialistas viram a incômoda presença de piolhos e lêndeas adultas nos cílios da criança.

Muitos de nós tem uma experiência com piolhos para contar, ainda que coçar a cabeça seja uma história nem um pouco agradável. Segundo o Gizmodo, existem muitos tipos diferentes de piolhos e cada um tem o próprio nicho. Para Phthirus pubis, geralmente conhecidos como “piolhos púbicos” ou “chatos”, os genitais são o nicho.

Fisicamente, esses parasitas são muito parecidos com os crustáceos que encontramos nas praias, mas, ao contrário destes animais, não conseguem sobreviver durante longos períodos de tempo sem um hospedeiro.

O contato sexual ou físico com uma pessoa infectada é o método mais eficaz de transmissão, apesar de alguns especialistas terem sugerido que os “chatos” também viajam pelas superfícies, como toalhas. Outro dado curioso é que, apesar do nome, os habitats preferidos desses piolhos não se limitam à área púbica.

O IFL Science escreve que os parasitas podem se fixar até nos cílios.

New England Journal of Medicine

Em raras ocasiões, os piolhos púbicos podem migrar para sobreviver nos pelos mais grossos do corpo, como os cílios. Quando os parasitas atacam esses pelos, ganham o nome de Phthiriasis palpebrarum (também conhecido como phthiriasis ciliaris ou phthiriasis ciliaris).

Este mês, médicos chineses relataram um caso raro de phthiriasis palpebrarum em uma jovem paciente de oito anos. De acordo com o relatório, publicado no dia 8 de julho no New England Journal of Medicine, a menina visitou o hospital após ter sentido uma forte coceira nas pálpebras durante três semanas.

Quando os especialistas olharam de perto, viram a incômoda presença de piolhos e lêndeas adultas nas pestanas da criança. Foi então confirmado que os piolhos eram Phthirus pubis.

Os médicos não encontraram parasitas em qualquer outra parte do corpo da menina, nem nos seus pais. Além disso, também não encontraram qualquer prova de que a menina tivesse sido abusada sexualmente.

Apesar de esses piolhos se propagarem normalmente através do contato sexual, os médicos notam que também há a possibilidade de serem transmitidos através de superfícies compartilhadas ou objetos. Pode ter sido esse o caso da menina de oito anos, que, em duas semanas, se recuperou da infestação. (ZAP)



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