Porto Velho/RO, 31 Agosto 2021 15:35:07
Saúde

Casos de Alzheimer devem triplicar até 2050

Especialistas afirmam que o Alzheimer aumentará de cerca de 57,4 milhões de casos para 152,8 milhões de casos em 2050

Por CT
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Publicado: 28/07/2021 às 16h30min

A Alzheimer’s Association International Conference fez uma previsão preocupante ao revelar seus dados mais recentes de prevalência global do Alzheimer: o número de casos da doença no mundo devem triplicar até 2050, com 152 milhões de casos. Com as previsões, pesquisadores do Institute for Health Metrics and Evaluation da Escola de Medicina da Universidade de Washington estimam que o maior aumento aconteça no leste da África subsaariana, norte da África e Oriente Médio.

As melhorias no estilo de vida em países desenvolvidos, incluindo o aumento do acesso à educação e maior atenção aos problemas de saúde cardíaca, acabaram reduzindo a incidência nos últimos anos, mas o número total de casos de Alzheimer ainda está aumentando devido ao envelhecimento da população, segundo a Alzheimer’s Association. Além disso, a obesidade, a diabetes e os estilos de vida sedentários em pessoas mais jovens estão aumentando rapidamente e são fatores de risco.

O Instituto Nacional do Envelhecimento dos EUA estima que as pessoas com mais de 65 anos representarão 16% da população mundial em 2050. Em 2010, esse número era de apenas 8%. A cada ano, estima-se que 10 em cada 100 mil indivíduos devem passar a desenvolver demência com início precoce (antes dos 65 anos). Isso corresponde a 350 mil novos casos de demência de início precoce por ano, em todo o mundo.

A equipe projetou que o Alzheimer aumentará de cerca de 57,4 milhões de casos para 152,8 milhões de casos em 2050.

“Essas estimativas permitirão que entendam melhor os aumentos esperados no número de indivíduos com Alzheimer, bem como as causas desses aumentos em um determinado cenário geográfico. O grande aumento previsto no número de casos enfatiza a necessidade vital de pesquisas focadas na descoberta de tratamentos da doença e intervenções eficazes de baixo custo para a prevenção ou retardo do início do Alzheimer”, apontam os pesquisadores. (Canaltech)



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