Porto Velho/RO, 11 Janeiro 2021 08:46:56

CarlosSperança

coluna

Publicado: 11/01/2021 às 08h22min | Atualizado 11/01/2021 às 08h46min

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Cautela com profecias

Há pouco, o professor de geografia Robert Waker, da Universidade da Flórida (EUA), escreveu em artigo na revista científica Environment..

Há pouco, o professor de geografia Robert Waker, da Universidade da Flórida (EUA), escreveu em artigo na revista científica Environment que a Amazônia será destruída até 2064 pelo desmatamento e secas causadas por mudanças climáticas.

Reza a tradição popular que “quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Profecias requerem a mesma desconfiança. Depois de tantas pregações sobre o Apocalipse frustradas pela marcha do tempo, os pregadores de desgraças futuras continuam bradando por arrependimento, convencendo audiências crédulas e assustadas, mas sob crescente desconfiança dos céticos.

Como acontece com toda profecia, é preciso desconfiar até chegar à data para saber se tem ela fundamento. Tratando de décadas no futuro, só resta crer ou descrer, engrossando o cordão dos crentes assustados ou dos indiferentes negacionistas, para os quais o importante é ganhar o quanto podem agora, já que segundo os profetas apocalípticos o mundo não tem futuro.

Em 1985, o então presidente da Embrapa, o respeitado agrônomo e professor gaúcho Luiz Carlos Pinheiro Machado, morto em julho, disse, com base em dados de satélites, que se a devastação na Amazônia não fosse contida, em 2010 ela seria mais conhecida pelos areais que pelas árvores. Fica a estudar se a profecia não se cumpriu porque serviu de alerta ou se os dados transmitidos via satélite precisam ser lidos com mais acuidade.

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Nas paradas

Finalmente o vice governador Zé Jodan (PSL) teve sua oportunidade. Com a licença do governador Marcos Rocha (sem partido), o bolsonarista chega ao poder, depois de dois anos esperando uma ocasião oportuna. É mais um rolimorense no governo do estado, depois de Valdir Raupp, Ivo Cassol (com sua espetacular reeleição) e João Cahula. Jodan é empresário do agronegócio e tem ambições futuras. Já está iniciando a pavimentação do seu futuro político.

Traição petista?

Como se sabe, o PT decidiu através de sua bancada federal no Congresso apoiar para a presidência da Câmara dos Deputados, numa eleição por uma margem estreita, o emedebista Baleia Rossi. Boa parte dos petistas, no entanto, não perdoam o MDB pelo fato da conspiração para Michel Temer se adonar do mandato de Dilma Roussef e podem tomar rumo contrário, optando –pasmem – pelo nome apoiado pelo presidente Bolsonaro, deputado Arthur Lira (Progressistas) que veio caçar votos ontem em Rondônia.

O agronegócio

As projeções do agronegócio apontam exportações de US$ 118 bilhões de dólares em 2021, demonstrando que o País não está quebrado, como diz o presidente Jair Bolsonaro, que é negacionista da pandemia do coronavirus, um fracasso nas relações exteriores e com os filhos enrolados com a justiça. Trocado em miúdos, a balança comercial brasileira terá superávit ao meio da desgraceira toda da aceleração do covid em território brasileiro. Rondônia também respira aliviado com números positivos no agronegócio e com as conas em dia.,

Nossos vices

Nenhum vice-governador –inclusive os que assumiram o mandato para a licença dos titulares para disputar cargos eletivos –conseguiu se eleger governador nestes 39 anos de Rondônia. Vice de Jerônimo Santana, em 1986, Orestes Muniz foi derrotado por Oswaldo Piana em 1990. Já, o Vice de Piana, Assis Canuto não disputou o governo, o mesmo ocorrendo com Aparício Carvalho vice de Valdir Raupp, eleito em 1994. Também o vice de José Bianco, eleito em 98, Miguel de Souza, ficou fora da peleja pelo então Palácio Presidente Vargas. João Cahula, vice de Cassol, não conseguiu derrotar Confúcio Moura em 2021.

Na história

Os registros históricos recentes apontam ainda o vice de Confúcio, eleito em 2010, Airton Gurgacz optando pela disputa a assembleia Legislativa em 2014. Já o vice no segundo mandato de Confúcio, reeleito em 2014, Daniel Pereira assumiu o governo em mandato tampão, mas ficou de fora da eleição 2018. Quanto a Jodam, o atual vice de Marcos Rocha, ainda não se sabe de seus projetos futuros, mas também poderá entrar na peleja por uma cadeira ao Senado em 2022.

Via Direta

*** E no final das contas nada mais se fala em Ferrogrão e Ferronorte passando por Rondônia. O Mato Grosso virou protagonista de tudo *** E a saída para o Pacifico por Rondônia cada vez mais distante *** Em tempos bicudos, com desemprego elevado, multiplicam-se a venda de pão de queijo e de frutarias espalhadas por Porto Velho *** Na Câmara de Vereadores da capital já tem edil se preparando para uma nova jornada: tomar cadeiras dos deputados na Assembleia Legislativa em 2022 *** Numa verdadeira casa da mãe Joana, o Brasil ainda não sabe verdadeiramente quando começará a vacinação contra o coronavirus *** Gente, Ocampo trocado por um ficha suja na Funcultural, segundo as mídias sociais. Será?


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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