Porto Velho/RO, 24 Julho 2020 05:45:38

CarlosSperança

coluna

Publicado: 24/07/2020 às 05h45min

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Com a pandemia do coronavirus em andamento já existe o temor para uma grande abstenção nas urnas

Negando o inegável É um castigo previsível para qualquer produtor perder clientes por entregar produtos de baixa qualidade ou não..

Negando o inegável

É um castigo previsível para qualquer produtor perder clientes por entregar produtos de baixa qualidade ou não cumprir prazos contratados. É lamentável quando o produto é bom e os contratos são cumpridos pelos produtores, mas as políticas governamentais são contraditórias, ineficazes ou controversas.

É desastroso, porém, quando às políticas precárias se somam práticas criminosas facilitadas pela prevaricação e insuficiência de recursos humanos e estruturais do Estado. Hoje, os agropecuaristas brasileiros enfrentam todos esses dissabores e mais o avanço do consenso mundial de que a preservação do meio ambiente é essencial para conter o apocalipse climático. 

Nesse pesado conjunto de circunstâncias, sobem ao topo das preocupações a ameaça de investimentos urgentes negados ao Brasil e o risco de inviabilizar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul que selou positivamente duas décadas de intensas negociações entre os blocos.

Instigados por seus produtores, vários países sinalizam para rejeitar o acordo, mas o deputado espanhol Jordi Cañas, seu relator no Parlamento Europeu, acena com um possível desfecho positivo apesar dos obstáculos. Favorável ao acordo, Cañas adverte que ele só passará com ações efetivas do Brasil contra o desmatamento em geral. A sorte está lançada: ainda há chances, mas não se pode desperdiçá-las negando o inegável.

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A abstenção

Com a pandemia do coronavirus em andamento já existe o temor para uma grande abstenção nas urnas nas eleições municipais deste ano. Com isto todos os cálculos atinentes ao quociente eleitoral poderão ser alterados num pleito cheio de incertezas principalmente para os candidatos a vereança que estão ralando na caça aos eleitores. Não bastasse, ainda tem a rejeição da classe política cada ano mais forte perante o eleitorado.

Foro privilegiado

O projeto que acaba com o foro privilegiado dos deputados federais e senadores já está há quase quatro anos na Câmara Federal e pelo que se vê vai permanecer eternamente repousando nas comissões técnicas. Se o projeto não anda é porque a maioria não deseja. Embora de boca para fora muitos parlamentares sejam favoráveis a mudança, na prática o que se vê é muitos se fazendo de gato morto com  relação a questão e barrando a iniciativa.

Fusão de partidos

Começam as tratativas  nas esferas de Brasília para a fusão do PSB com o PC do B. Em Rondônia, o cacique socialista Mauro Nazif (PSB) pularia cirandinha com Francisco Pantera (PC do B), ficando todo mundo no mesmo barco depois das eleições municipais. Faz lembrar a fusão do PPS com o Partido Comunista-PC, o partidão, há uma década. Será que o avanço da direita está inibindo a atuação dos vermelhinhos? Que estratégia estará rolando?

Regularizados

Apesar da tentativa de criação do Aliança do Brasil,  legenda em gestação do presidente Bolsonaro e de mais 70 siglas, apenas 33 agremiações partidárias estão regularizadas na justiça eleitoral para disputar as eleições municipais deste ano, recebendo recursos do bilionário fundo partidário. PT, PSL, PP, MDB terão as fatias mais gordas dos recursos  devido a representatividade na Câmara dos Deputados. Os pequenos partidos terão menos  recursos e vão ter que se virar como podem.

Olho nos vizinhos 

No vizinho estado do Acre, que vivencia bons resultados no combate ao covid 19 na região Norte, as aulas só voltam em setembro, como ficou definido pelas autoridades da educação. Nosso outro vizinho, o Mato Groso vive um momento de incertezas com a pandemia: tinha um dos menores índices de incidência da doença, mas rapidamente ultrapassou Rondônia em número de infectados e de mortos. O Amazonas acompanha aliviado o recuo do covid-19. Lá as aulas nos colégios particulares já recomeçaram. 

 

Via Direta

***Em temporada de eleições volta à tona a proposta da  construção da Ferrovia Transcontinental com apoio  financeiro dos chineses*** É mais fácil galinha criar dentes do que resolver uma questão desta magnitude enquanto se enfrenta uma pandemia do coronavirus*** Os acadêmicos de Rondônia que cursam Medicina em Santa Cruz de La Sierra e Cochabamba na Bolívia e em cidades paraguaias aguardam o reinicio das aulas nas universidades dos países  vizinhos*** Também temos acadêmicos em medicina na Argentina aonde os valores dos cursos são mais módicos*** Segue a esculhambação no sistema de transportes coletivos  de Porto Velho que vem desde a intervenção no sistema na gestão do então prefeito Mauro Nazif*** Será  mais uma herança para a próxima administração.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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