Porto Velho/RO, 21 Julho 2021 12:28:40

CarlosSperança

coluna

Publicado: 21/07/2021 às 12h27min | Atualizado 21/07/2021 às 12h28min

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Com as asas crescidas, Marcos Rogério pode ceder disputa para encerrar um Ministério

Esperar até quando? O mundo devastado por incêndios enormes e o intenso noticiário na TV sobre tragédias, pessoas matando para..

Esperar até quando?

O mundo devastado por incêndios enormes e o intenso noticiário na TV sobre tragédias, pessoas matando para conseguir caríssimos tubos de oxigênio para respirar, cientistas humanitários escravizados por políticos corruptos e oportunistas e famílias enlutadas por uma doença letal que ataca os pulmões.

Nesse enredo apocalíptico, uma notícia se destaca: a última árvore da Amazônia foi arrancada. O ano é 2067, nome do filme do australiano Seth Larney que se mantém como distopia até o final, quando a humanidade se salva pelo heroísmo de um jovem trabalhador em busca de cura para a doença que aflige a esposa.

Filmes distópicos já não assustam tanto, considerando o interminável rol de tragédias climáticas atualmente noticiadas – animais em extinção, geleiras que derretem, chuvas que inundam, secas espalhando a fome, fanáticos agredindo seus semelhantes e políticos que se julgam acima das leis.

Para compensar o noticiário que hoje mesmo já se parece com aquele, um spoiler dirá que o filme termina bem. Numa cidade limpa e futurista cercada pelo verde se erguerá uma catedral-árvore celebrando a vitória final da vida no século 25.

É tempo demais para salvar a floresta e o mundo. Fala-se muito em resolver tudo até 2030, no máximo 2050. Será demais esperar a Terra sucumbir em chamas em 2067 para ouvir a notícia terrível de que a última árvore foi arrancada.

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Pesquisas fajutas

As primeiras pesquisas eleitorais fajutas começaram a circular pagas pelos interessados em propalar possíveis lideranças em disputas de cargos eletivos para 2022.  Ao CPA, num primeiro momento se sabe que será uma eleição em dois turnos, com tantos candidatos fragmentando o eleitorado. Também é possível detectar que no atual cenário três nomes teriam condições de disputar as duas vagas para o segundo turno: 1-Ex-governador Ivo Cassol (PP) 2- Senador Confúcio Moura (MDB) 3- Governador Marcos Rocha (sem partido). O restante dos candidatos teria que ficar torcendo por reviravoltas

Galos de rinha

Exceto em alguns casos, desde os idos da criação do estado, o relacionamento entre governadores de Rondônia e prefeitos da capital é de galos de rinha. Jerônimo Santana, como uma sucuri asfixiou o prefeito Tomás Correia. O então governador Oswaldo Piana não teve dó de José Guedes. Ivo Cassol e Roberto Sobrinho protagonizaram grandes conflitos para a galera. Por incrível que pareça o falecido prefeito Chiquilito Erse se relacionou bem com governadores adversários, como Jeronimo Santana e Valdir Raupp. Nos dias de hoje, até o recente acordo, o governador Marcos Rocha e o prefeito Hildon Chaves viviam entre tapas e beijos…

Uma enxurrada

Visando a realização de prévia no PSDB os presidenciáveis tucanos numa corrida pela indicação do partido para disputar a presidência no ano que vem correm pelo Brasil afora. São pelo menos quatro postulantes, senão vejamos: 1- Governador de São Paulo João Dória 2-Governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite 3- Senador pelo Ceará Tasso Jereissati 4-Ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto. Com tantas rachaduras vai ser difícil unificar o tucanato para as eleições do ano que vem. Ao menos em Rondônia os tucanos deixaram de se bicar.

Armas do Rocha

O governador Marcos Rocha (ainda sem partido) vai reforçando as paliçadas para seu projeto de reeleição. Obras estratégicas devem ganhar corpo como a construção do  hospital Euro, a revitalização do Distrito Industrial de Porto Velho, a construção da nova rodoviária, o Programa Tchau Poeira. No campo da articulação política, ele trabalha em alianças com partidos representativos e lideranças regionais importantes, como Luizinho Goebel (PV), cacique em ascensão no Cone Sul e o presidente da Assembleia Legislativa Alex Redano, mandachuva na região do Vale do Jamari.

Ocupando espaço

Com a falência dos supermercados Gonçalves, aquele segmento empresarial que fechou cinco lojas na capital e que foram leiloadas recentemente, empresários do interior de Rondônia começam a tomar corpo na área supermercadista em Porto Velho, buscando abocanhar um pedaço deste mercado emergente. A unidade do Gonçalves que funcionava na avenida Abunã, no Olaria, dará lugar a instalação de uma loja de uma cadeia de supermercados do interior, mais precisamente oriunda de Ji-Paraná. As obras de reformas já começaram comandadas diretamemte pelo empreendedor.

Via Direta

*** O municipalismo brasileiro comemora a queda dos casos do coronavirus na maior parte das cidades brasileiras*** Uma tendência que também acontece em Rondônia, aonde o número de mortes diminuiu sensivelmente nas últimas semanas *** Manaus, a metrópole amazônica, começa a discutir um  sistema de comportas, como ocorre em Veneza na Itália e Roterdã na Holanda, para evitar a tragédia das enchentes*** Em Porto Velho, igualmente com o mesmo problema, módicas barreiras de contenção no Rio Madeira poderia solucionar as cheias anuais *** Vários políticos estão incluídos na lista dos maiores invasões de terras públicas em Rondônia*** Em nosso estado, aqueles que deveriam dar exemplo são os que mais promovem a rapinagem nos parques nacionais e reservas indígenas.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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