Porto Velho/RO, 10 Fevereiro 2021 08:38:37

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 10/02/2021 às 08h38min

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Com planejamento é possível se antecipar aos problemas

Em que pese o novo coronavírus e a doença provocada por ele, a Covid-19, ser uma novidade para a ciência, algumas situações que hoje..

Em que pese o novo coronavírus e a doença provocada por ele, a Covid-19, ser uma novidade para a ciência, algumas situações que hoje estrangulam o sistema de saúde eram previsíveis e poderiam ser contornadas, depois que o vírus passou a se espalhando país a fora. Se eram previsíveis, também era possível se antecipar a eles adotando-se as medidas necessárias antes que a situação crítica chegasse criando novos gargalos.

Mas aqui, esbarrou-se em outro problema — que ainda persiste —, a falta de planejamento para lhe dá com a situação. A imprensão que fica é que tudo foi feito — e continua sendo — na base do improviso, por mais que se afirme o contrário.

Em Rondônia a situação não foi diferente. Mesmo com a desobediência civil ocorrido no final do ano passado, quando grande parte da população relaxou na vigilância e deixou de adotar as medidas restritivas necessárias para evitar contágio, nada antecipou-se para atender a demanda crescente por leito que viria — e veio.

Esperou-se o sistema de saúde entrar em colapso para se começar a pensar em alternativas que pudesse desafogar os hospitais liberando leitos para novos pacientes. A saída foi transferir os doentes mais graves para serem atendidos em outros estado.

Mas o problema da falta de leitos clínicos e de UTIs ainda persiste por aqui e preocupa porque a doença veio mais agressiva do que nunca. Em resposta ao problema o governo afirma que não há estrutura física para abrir novos leitos. O próprio secretário da Sesau, Fernando Máximo, disse à imprensa que, mesmo se o estado tivesse médicos suficientes eles teriam como trabalhar por falta de leitos.

Se houve um planejamento, o secretário veria que espaços físicos existem, sim. O que falta é adequá-los para funcionem como hospitais de campanhas. Em Porto Velho, por exemplo, dois desses espaços são os ginásios Aluízio Ferreira, na área central da cidade e o Dudu, na zona sul. Há também espaços abertos como o estádio Aluízio Ferreira que pode abrigar um hospital de campanha, a exemplo do que fez São Paulo, quando utilizou o Centro de Convenções do Anhembi e o estádio do Pacaembu para esse fim. Recurso para construí-los a União tem, é só ter projeto para captá-lo. O que não se pode é ficar esperando uma solução cair do céu.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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