porto velho - ro, 13 Junho 2019 07:21:05
Cultura

Começa nesta sexta-feira o 2º Festival Boto Rock, em Porto Velho

Os decibéis das guitarras, conta baixos, baterias nas caixas de som montadas na cidade do Boto que abriga, hoje (sexta feira) 24 e amanhã..

Por Silvio Santos Diário da Amazônia
A- A+

Publicado: 24/05/2019 às 10h47min | Atualizado 24/05/2019 às 10h48min

Se preferir, ouça a versão em áudio

Os decibéis das guitarras, conta baixos, baterias nas caixas de som montadas na cidade do Boto que abriga, hoje (sexta feira) 24 e amanhã (sábado) 25, o maior Festival de Bandas de Rock e Hip Hop do estado de Rondônia o “Boto Rock”, estarão elevadíssimos.

O encontro vai acontecer no Parque Circuito “José Adelino” a rua Lauro Sodré logo após o Parque dos Tanques e na entrada da Estrada do Nacional, um bosque formado por seringueiras que foram plantadas ha mais de cinquenta anos, na primeira tentativa do cultivo da Hevea brasiliensis fora do seu habitat, a floresta fechada.

Ano passado a Funcultural de Porto Velho realizou o Festival Boto Rock no Parque da Cidade e apesar do espaço, ser considerado bom a direção da entidade leia-se presidente Antônio Ocampo Fernandes, optou por levar o 2º Festival para o Parque Circuito. “Resolvemos realizar o festival começando durante o dia e o Parque Circuito é ideal, por contar com uma arborização compacta o que proporciona sombra”, disse Ocampo.

Em conversa com nossa reportagem Ocampo fez um breve histórico sobre o evento. O festival Boto Rock surgiu a partir do momento que a Banda Versalle despontou nacionalmente, com ela, foi impulsionado dentro da rapaziada a possibilidade de criarem novas bandas, então, percebi naquele momento as bandas, se empolgando voltando denovo a querer tocar. Sabemos que o segmento autoral é muito forte, não só no Rock mais, no samba, nos enredos etc. Todo mundo produz em Porto Velho música autoral, só que no Rock a quantidade é maior.

Vendo isso, chamei um grupo de pessoas e propus a criação de um Festival com um modelo que poderia ter duas bandas tocando em dois palcos. Quanto ao nome Boto, foi porque, está na Lei Orgânica do Município que ele é o símbolo natural de Porto Velho, daí o nome “Festival Boto Rock”.

Efetivamente foram inscritas 50 bandas porém, houve uma desistência e assim, serão 49 bandas de rock se apresentando e 28 de Hip Hop.

Todas as bandas de Rock estão ganhando ajuda de custo, as mais antigas, recebem R$ 500 e as 12 bandas iniciantes R$ 400. Somados os músicos de rock e hip hop chega a mais de 200, é muita gente trabalhando. Lembrando que a cena tem potencial, é uma vertente musical que estava esquecida pelo poder público. Aconteceram sim, grandes festivais particulares como Casarão; Heavy Ney com a Oficina do Rock o Ferrovia do Rock e outros, porém, de cunho particular.

ESTRUTURA

A Cidade do Boto tem três palcos, todos com camarim; uma Praça de Alimentação gigantesca com mesas e cadeiras para 600 pessoas. Vamos ter a tenda do Heavy Ney com fotografias e exibição de documentário sobre a vida do nosso homenageado;

PARCERIAS

Com Barbearia; Moto-Clube que estarão acampados no Parque Circuito numa faixa de 400 a 500 motociclistas; Exposição de Carros Antigos; Tenda Bera da banda Kilomblocada; tenda Bera Tatoo; a Containers Estúdio estará prestando serviço aos músicos tipo, quebrou uma corda do instrumento eles vão lá e trocam; Tenda Academia Hulk com um campeonato de Jujitsu; Tenda Indígena com seus artesanatos; Agência Tambaqui (PNA) que fará a transmissão via redes sociais; Agência RM gravando os DVDs; Tenda da Distopia; Tenda The Conection; enfim, esse é um circo que engloba vários parceiros.

Lembrando que não terá cobrança de ingresso. O presidente da Funcultural informa que foram investidos R$ 180 Mil sem contar a ajuda de custo das bandas.

ABERTURA

Oficialmente o Festival será aberto as 20 horas, porém, a partir das 11 horas da manhã desta sexta feira, já estarão no palco os DJs convidados e a Banda do Paulinho Santana tocando “Samba Rock”.

A Empresa SIM se comprometeu a disponibilizar ônibus saindo de vários pontos da cidade para o Parque Circuito. Relato de Ocampo Fernandes.



Escreva um comentário