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Capital

Concluída primeira fase de revitalização do complexo ferroviário

A obra de enroncamento do Complexo E.F.M.M. foi concluída dentro do prazo previsto.

Por Sara Cícera Diário da Amazônia
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Publicado: 03/04/2019 às 10h21min

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O complexo está fechado para a população e será reaberto a conclusão da obra. (Foto: Ana Célia/Diário da Amazônia)

Obra mais cara e mais complexa da revitalização do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), o enrocamento já foi finalizada de acordo com a Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural), dentro do estabelecido de quatro meses. A obra de enrocamento (muro de contenção) foi realizada em toda margem do rio Madeira, que compreende a área da Madeira-Mamoré. Mil toneladas de rochas foi depositado no local e, para finalizar, um refinamento com britas menores para ajustar a plataforma.

Segundo o presidente da Funcultural, Antônio Ocampo, a cheia do rio Madeira 2019 não prejudicou o andamento da obra. “Nós conseguimos, temos que terminar a tempo antes que a cheia pudesse paralisar o enrocamento. Não paramos com os trabalhos mesmo na cheia e foi cumprido o prazo de 4 meses”, disse. O valor investido nesse serviço passou dos R$ 6 milhões, considerado a mais cara de toda a revitalização.

A segunda etapa será a parte de urbanização do complexo da Madeira-Mamoré e a construção da ciclovia que compreenderá cerca de 1,2 mil metros de pista, saindo do complexo até o Cai N’água. Porém, segundo o presidente Ocampo, este trabalho ainda não foi iniciado e está paralisado devido ao repasse de uma emenda que ainda não foi liberado em decorrência da troca do novo governo. “Este trabalho está paralisado no momento e estamos esperando esse repasse do governo federal para que as obras de urbanização sejam retomadas. Mas esta obra que está atrasada, dentro do cronograma ela é uma obra de fácil execução e também estamos esperando o nível do rio Madeira baixar”, explicou Ocampo.

Serão investidos R$ 33 milhões no trabalho de revitalização do Complexo da EFMM, que engloba o trabalho de urbanização, paisagismo, ciclovia, construção de bares, restaurantes e lanchonetes, reforma no museu, criação de espaços para exposição de artesanatos, palestras, recuperação do terceiro galpão que vai compreender três restaurantes, além da recuperação das duas locomotivas.

O Estado solicitou a remoção da locomotiva Marechal Rondon, que está no complexo da EFMM, para colocar próximo ao Memorial Marechal Rondon, que fica ao lado da igrejinha de Santo Antônio. “Ela não tem mais condições de voltar a funcionar, mas a intenção é fazer como a que foi feito com a locomotiva que está no Espaço Alternativo. O estado vai fazer esse trabalho com a presentação de projeto e junto com o Iphan que é parceiro também”, contou.

A obra de revitalização é realizada em parceria com a Santo Antônio Energia, através de uma contrapartida a favor de Porto Velho, Governo do Estado de Rondônia, prefeitura de Porto Velho e 5º Batalhão de Engenharia de Construção (5º BEC) e deverá ser concluída em um ano.



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