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Saúde

Consumo de oxigênio em Manaus está seis vezes maior por conta de surto da Covid, diz empresa fornecedora

Empresa responsável por fornecimento para o Estado afirma que alta acontece devido lotação de pacientes com Covid nos hospitais. Forças Arma

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Publicado: 12/01/2021 às 09h50min | Atualizado 12/01/2021 às 09h52min

O consumo de oxigênio em unidades de saúde de Manaus está seis vezes maior por conta do surto de Covid-19 que a capital vivencia, informou a empresa responsável pelo fornecimento do material ao Governo do Amazonas.

Ao G1, a empresa White Martins afirmou que possui capacidade para produzir um volume de oxigênio três vezes maior do que o contratado pelo governo, mas a demanda está superior a capacidade. O governo montou uma força-tarefa para ampliar o abastecimento de oxigênio na rede estadual de saúde, e conta com apoio das Forças Armadas para trazer os tanques de outros estados.

Manaus sofre com lotação nos hospitais, e já bateu, neste mês de janeiro, recordes no número de internações pela doença. Até domingo (10), mais de 5,7 mil pessoas morreram com a Covid no Amazonas desde o início da pandemia.

A empresa informou ainda que o foco está direcionado para o aumento da disponibilidade do produto, inclusive trazendo oxigênio de outros estados. Entre as medidas tomadas pela White Martins, toda a produção de oxigênio da unidade local foi direcionada para atendimento ao segmento medicinal, além de reforçar a orientação de uso para evitar desperdícios.

Tanques de oxigênio foram transportados de Belém para Manaus para suprir demanda. — Foto: Divulgação

“A companhia está deslocando uma quantidade expressiva de equipamentos criogênicos de grande porte de outros estados, entre carretas e isotanques, carregados com toneladas de oxigênio. A White Martins também mobilizou motoristas, supervisores de operação e outros profissionais especializados que seguiram para Manaus e estão trabalhando 24 horas por dia para aumentar a capacidade logística e a produção na região”, informou a empresa.

De acordo com o Governo do Amazonas, o volume de oxigênio líquido contratado pelo Governo do Amazonas na pandemia, na área da saúde, passou de 176 mil para 850 mil metros cúbicos por mês. Um acréscimo de 382,9%.

Em um pronunciamento nas redes sociais no último domingo (10), o governador do Amazonas, Wilson Lima, disse que “a situação é dramática”, pois os fornecedores de oxigênio locais não conseguem atender a demanda crescente do Estado, em decorrência do aumento de internações por Covid-19.

Busca por oxigênio para suprir demanda

Entre sexta-feira (08) e domingo, 350 cilindros de oxigênio, que equivalem a 24,5 toneladas do produto, desembarcaram de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) em Manaus vindos de Belém (PA). Ainda no domingo, uma remessa de isotanques com 30 mil metros cúbicos de oxigênio da empresa White Martins foi enviada de São Paulo em avião da FAB.

Outros 150 cilindros foram enviados de Brasília e uma carga de 50 mil metros cúbicos foi embarcada em uma balsa, no sábado (9), de Belém para Manaus.

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Na sexta-feira (8), o governo fez um pedido de requisição administrativa de oxigênio da empresa Carboxi Gases, que informou que vai ampliar a produção de oxigênio para atender a rede estadual de saúde. A medida garante o fornecimento de 6.800 metros cúbicos de oxigênio.

Outra medida determinada pelo governado é a abertura de chamamento público para aquisição de miniusinas de oxigênio. Medida que poderia garantir autonomia de oxigênio para os hospitais.

(G1)



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