Porto Velho/RO, 09 Maio 2020 11:32:04
Saúde

CORONAVÍRUS – Governo e Prefeitura anunciam plano de ação contra a doença

Prefeito anunciou a locação de cerca de 50 leitos

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Publicado: 09/05/2020 às 10h27min | Atualizado 09/05/2020 às 11h31min

Foto: divulgação

O governador, Marcos Rocha e o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, apresentaram na tarde desta sexta-feira (8) no Palácio Rio Madeira, sede da administração estadual, o plano de ação “Todos por Rondônia”, que inclui estratégias e requisitos para o combate e controle do novo coronavírus em Rondônia.

O plano foi construído em conjunto pelos dois poderes, para que por meio de uma linguagem única, os casos confirmados de Covid-19 sejam controlados com o apoio da população.

Com ações efetivas integradas, como ampliação de leitos, distanciamento social ampliado e medidas de mitigação, o plano foi construído para ser executado em quatro fases. No eixo de ampliação de leitos, o que está planejado são 207 leitos clínicos a mais para lidar com os casos clínicos e 66 novos leitos de UTI.

“A Prefeitura está locando também um hospital com aproximadamente 50 leitos intermediários. É bastante provável que até o fim da semana que vem esta negociação esteja concluída, a população precisa dessa retaguarda”, anunciou o prefeito.

DISTANCIAMENTO

As medidas de distanciamento social foram construídas baseadas nas taxas de ocupação de leitos. Elas devem ocorrer em 4 fases: 1- distanciamento social ampliado; 2 – distanciamento social seletivo; 3- abertura comercial seletiva e 4- abertura comercial ampliada e prevenção continuada.

Na fase 1, é prevista a movimentação dos cidadãos somente para realização de compras ou para o trabalho, comércio aberto somente para serviços essenciais, suspensão de visitas às unidades prisionais, asilos e hospitais, home office para servidores e trabalhadores no geral e a proibição de reuniões e aglomerações com mais de cinco pessoas.

Já na fase 2, deve haver a manutenção do funcionamento das atividades da fase 1, isolamento apenas de pessoas em grupo de risco, visitas às unidades prisionais, asilos e hospitais suspensas, home office para servidores e trabalhadores no geral, proibido reunião ou aglomeração com mais de cinco pessoas e abertura das demais atividades que não promovam aglomerações e risco de contaminação.

A fase 3 inclui manutenção do funcionamento das atividades da fase 1 e fase 2, manutenção do distanciamento social das pessoas em grupo de risco, visitas as unidades prisionais, asilos e hospitais suspensas, manutenção do home office para servidores e trabalhadores, abertura de restaurantes (com consumo no local), respeitando-se as regras de distanciamento social e a proibição de aglomerações acima de 30 pessoas.

Por fim, a fase 4 prevê reabertura total, manter os hábitos e cuidados para evitar contaminação e obrigação de utilização de máscaras por 120 dias após o início da fase 3, ainda com a previsão de multa civil. A entrada e saída de cada fase dependem de alguns critérios.

A entrada da fase 1 é baseada de acordo com a taxa de ocupação de leitos de UTI e crescimento do número de casos dobrando a cada dois dias. Da fase 1 para a 2, além da ocupação dos leitos, vem o crescimento desacelerado nos últimos 14 dias. Da fase 2 para a fase 3, são considerados os casos confirmados caindo nos últimos 21 dias (com índice de testes realizados igual ou superior).

A mudança da fase 3 para a 4 considera a ocupação dos leitos de UTI inferior a 20% na macrorregião de saúde, com casos confirmados zerados nos últimos sete dias. “Nós vamos conseguir pelo menos tentar reduzir os números de forma que caibam na quantidade de leitos que a gente tem conseguido com o trabalho árduo do secretário de saúde, do prefeito e das equipes de saúde municipal e estadual”, disse o governador ao afirmar que no momento ainda não será aplicada a estratégia de lockdown, mas que a mesma também não é descartada caso a população não contribua.

Para a execução deste plano, o governo e a prefeitura precisam do apoio dos deputados na aprovação de atos diversos da estratégia, e do Ministério Público na fiscalização e apoio quanto a atuação da força policial e a aplicação do artigo 268 do código penal. A adesão formal à prática da aplicação da multa civil, contando com a disponibilização de agentes fiscais municipais para a fiscalização também está inclusa no projeto.

Fonte: Comdecom



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