porto velho - ro, 07 Abril 2019 19:19:29

Solano Ferreira

coluna

Publicado: 10/02/2019 às 08h04min

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Credibilidade para o crescimento

Durante o seminário Desestatização no Setor Elétrico, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz,..

Durante o seminário Desestatização no Setor Elétrico, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse que para a economia brasileira ter um crescimento acelerado é necessário recuperar a credibilidade do país. O ministro também disparou que o Brasil é atualmente um país traumatizado pela corrupção. General do Exército, Santos Cruz é um daqueles que articulou o processo de mudança na política brasileira e sabe bem o quanto é preciso fazer para criar a segurança que o mercado econômico necessita para investir mais em produção e gerar crescimento.

A sensação de credibilidade que o governo brasileiro quer e precisa criar passa por um conjunto de ações necessárias para que a imagem do País melhore. Mergulhado em profundas águas da corrupção, o Brasil sofreu impactos com redução de investimentos e no índice de crescimento. As reformas são ponto de partida para criar a segurança legal e política que impulsiona o crescimento.

As duas primeiras reformas lançadas pelo governo, a da Previdência Social (que propõe salvar um sistema quebrado com suposto rombo acumulado em cerca de R$ 300 bilhões), e da legislação Anticrime (que pretende mais rigor ao crime organizado e maior punição para crimes de corrupção), estão num embate cravado entre diversos interesses que não podem ultrapassar o interesse nacional. O governo precisar ser habilidoso para evitar que as propostas virem colchas de retalhos e, no final, tornem modelos monstruosos que não se aplicam à dinâmica de crescimento e desenvolvimento que se espera.

A preocupação do general ministro e do governo se deve a uma projeção de crescimento estimada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) de 2,5%, citando que a recuperação gradual da economia deve continuar. Para 2020, o relatório prevê um avanço de 2,2% do PIB brasileiro. Essa margem está na mesma projeção de crescimento prevista para a América Latina para 2019 que é de 2,5%, segundo o FMI, e o Brasil não pode cometer o erro de tropeçar nos números e fechar o ano abaixo do esperado. Outro fator é que o FMI vê o Brasil como a força positiva, em contraposição ao México, Argentina e Venezuela, e o nosso país precisa corresponder a essa expectativa.

As mudanças políticas brasileiras também estão mirando o índice de crescimento mundial, projeto pelo FMI, em 3,5% (para 2019) e 3,6% (para 2020). Ou seja, olhando para a América Latina o Brasil vai bem, mas quando se compara às grandes potências o País precisa crescer mais e acompanhar seus maiores rivais na economia global.

Se o governo acertar nas reformas é certo que haverá segurança jurídica e política para a entrada de investidores e crescer o capital interno bruto. Mas o Brasil também precisa melhorar outros setores fundamentais, como investir mais em infraestruturas e até subsidiar alguns segmentos visando aumentar o superávit. É essencial ainda promover o enxugamento da máquina pública e modernizar o Estado para conter os estrangulamentos dos gastos públicos. Afinal quem paga essa conta é que move a economia e precisa ser prioridade.


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