porto velho - ro, 12 Junho 2019 14:59:40

Silvio Santos

coluna

Publicado: 02/05/2019 às 17h42min | Atualizado 02/05/2019 às 17h43min

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De como a Beth Carvalho o Rio influenciou na minha vida

De como a Beth Carvalho falecida no último dia 30 de abril, no Rio de Janeiro, influenciou na minha vida como compositor de samba. Foi..

De como a Beth Carvalho falecida no último dia 30 de abril, no Rio de Janeiro, influenciou na minha vida como compositor de samba. Foi assim:

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No carnaval de 1966 o grande sucesso foi o samba tema do Bloco Cacique de Ramos do Rio de Janeiro gravado pela Beth Carvalho intitulado “Água na Boca” cujo refrão levantava a moribundo. “La la la ia lala, laia laia, lala laia Hê (Bis).

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Eu havia feito e 1960 uma marchinha carnavalesca e nunca mais tinha feito nenhuma música. Assim que terminou o carnaval de 1966, o Zé Carlos Lobo – Tucano um dos fundadores da escola de samba Os Pobres do Caiari, passou a me instigar a compor uma samba, com um refrão parecido com o do Água na Boca e eu que nunca havia composto um samba, quando via o Zé Carlos até me escondia, para que ele não visse me perturbar com esse negócio de fazer um samba parecido com o do Cacique de Ramos.

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Não teve jeito, certa vez nos encontramos ao lado da Catedral do Sagrado Coração de Jesus e conversa vai conversa vem, ele voltou a insistir que eu fizesse um samba com o refrão no estilo daquele cantado pela Beth Carnaval.

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Me aperreou tanto que fomos para o Bar do Canto e ali nasceu o Samba “Rondônia Futuro do Brasil” que de carnavalesco mesmo só tinha o refrão, realmente parecido com o doa Água na Boca.

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Zé Carlos gravou a música e levou a Mestre da Banda de Música da Guarda Territorial conhecido como Mestre Louro para ele fizesse o arranjo do samba.

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Chegou o carnaval de1977 e mais uma vez, após ingerirmos umas batidas de Amendoim no Bar do “Suruca” que ficava ao lado do Bancrévea Clube na esquina da Campos Sales com a Carlos Gomes e após a meia noite resolvemos ir brincar carnaval no Bancrévea Clube a orquestra Jaz Brasil era tinha justamente o Mestre Louro como trompetista, Manga Rosa no trombone de vara, João Miguel no sax, Adamor na Bateria, Valdemar no banjo e seu Wilson no pandeiro.

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Não sei se o Mestre Louro via a gente entrando no clube ou foi mera coincidência. Pois quando pisamos no batente do portão de entrada do clube o Jaz Brasil atacou os acordes do refrão do nosso samba.

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Até hoje jamais senti emoção igual. Nos abraçamos eu e o Zé Carlos Lobo chorando emocionado por ter nosso samba tocado no clube mais chic da cidade o Bancrévea Clube.

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Pois é, graças à gravação do samba Água na Boca para o carnaval de 1966 por Beth Carvalho, passamos a ser compositor de samba, fato que acontece até nos dias de hoje.

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Quer dizer, sem querer, a Beth Carvalho também é Madrinha do Samba de raiz de Porto Velho e em especial desse amigo que vos escreve essas mal traçadas linhas.

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Por falar nisso, no próximo sábado estaremos nos apresentando no Projeto Samba Autoral cantando algumas composições de nossa autoria.

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Não tenho dúvida de que a turma do Asfaltão coordenara do Samba Autoral vai nos orientar a prestar homenagem a Beth Lenha na Fogueira Carvalho, interpretando algumas de suas canções.

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Se isso acontecer, cantarei o samba “Água na Boca” aquele que me inspirou a compor meu primeiro samba. Vamos lá amigos sambistas, prestigiar os nossos autores.

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Sem sombra de dúvida, o samba de Porto Velho conta com uma ala de compositores do melhores do Brasil.

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Vai sábado ao Samba Autoral conferir, Waldison Pinheiro, Makumbinha, Mávilo Melo, Piaba, Toninho Tavernard, Oscar Knightz, Zé Baixinho, Bainha, Silvio Santos, Ernesto Melo, Walber do Cavaco, As Pastoras Silvia, Vanilce, Vilma, Léia e Cristina entre outros.

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Só para lembrar. Hoje tem seresta no Mercado Cultural com Ciro Rodrigues e Zezinho dos Teclados e convidados. A roda musical começa as 19h30 e entrada é franca.


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sobre Silvio Santos

Jornalista. Atualmente é editor do caderno de Cultura do jornal Diário da Amazônia. É um apaixonado pela Cultura de Porto Velho. Mantém uma coluna diário no jornal Diário da Amazônia. Conhecido carinhosamente por Zé Katraka.

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