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Cidades

Delegacia de Ji-Paraná confirma redução de assassinatos

Em 2017, foram 45 pessoas mortas de forma violenta e, em 2018, 29 casos foram registrados.

Por J. Nogueira
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Publicado: 12/02/2019 às 07h13min

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A Delegacia Especializada na Repressão de Crimes Contra a Vida (DERCCV/Delegacia de Homicídios), da Polícia Civil, em Ji-Paraná, registrou queda satisfatória nos casos de assassinatos na região deste município. A Especializada fica situada na avenida 22 de Novembro, antigo prédio da Polícia Civil, Centro, Primeiro Distrito. Os números mostram que em 2017 foram 45 pessoas mortas de forma violenta, enquanto que no ano passado foram 29. Informou o delegado titular da especializada, Cristiano Mattos.

De acordo com o delegado Cristiano Mattos, o Segundo Distrito é o mais violento. – Foto: Divulgação

Segundo Cristiano Mattos, a região do Segundo Distrito de Ji-Paraná, continua sendo a mais violenta da cidade. No ano de 2017 foram 45 registros de homicídios, com um percentual acima de 50% de elucidação. Já no ano passado, foram 29, e até a última semana, 18 deles já haviam sido esclarecidos com seus autores e terceiros envolvidos, devidamente identificados.

“Trabalhamos com informações, em especial, com informações vindas da própria sociedade que nos cobra resultados. Por isso, é importante que detalhes de um crime sejam informados a nossa delegacia. Isso facilita e muito o nosso trabalho e diminui a dor das famílias enlutadas que clamam por Justiça”, declarou Mattos.

Ainda de acordo com Cristiano Mattos, a delegacia exclusiva para trabalhar nas investigações de assassinatos, foi instalada no decorrer do primeiro semestre de 2017, para facilitar e desafogar outras pastas como casos de furtos, roubos e outros tipos de ocorrência que requer bastante tempo (diligência) para o devido esclarecimento. No ano de 2017, por exemplo, o percentual de casos esclarecidos, chegou a 64,4%, índice considerado satisfatório pela especializada.

ESTRUTURA

Embora os resultados sejam considerados positivos, servidores da Delegacia de Homicídios, acreditam que poderiam render ainda mais positivamente caso a especializada estivesse em prédio que ofereça melhor estrutura, em todos os aspectos. Um investigador declarou que trabalhar no esclarecimento de um determinado caso leva tempo, dedicação e, especialmente, profissionalismo para não haver erros. “O nosso trabalho não pode simplesmente denunciar alguém somente o porquê a sociedade exige Justiça”, disse.



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