Porto Velho/RO, 22 Maio 2020 09:30:02

CarlosSperança

coluna

Publicado: 22/05/2020 às 08h01min | Atualizado 22/05/2020 às 09h29min

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Reformas são bloqueadas pela desarticulação política

A dificuldade consensual levou à urgência de uma coalizão para criar unidade de esforços para reformas paralisadas

Impasses permanecem

As novas lideranças políticas brasileiras atacaram tanto as antigas que parecia inviável qualquer entendimento entre elas. Assim, só foi possível completar uma reforma (Previdência), e ainda assim cheia de furos. As demais reformas continuam bloqueadas pela desarticulação das forças políticas.

Como o mundo dá voltas e não faz sentido manter o impasse com uma crise por dia, a dificuldade para obter consensos levou à urgência de uma coalizão para criar um mínimo de unidade de esforços na tentativa de emplacar as reformas paralisadas.

Se não houver traições nem quebras de palavra, o entendimento entre o presidente Jair Bolsonaro e o Centrão, que domina o Congresso Nacional, levará o panorama das relações institucionais a um novo patamar, harmonizando os poderes, porque assim o Judiciário também sofrerá menos pressões.

Em meio às crises diárias que se juntam aos explosivos relatórios de casos da Covid-19 e mortes na casa das centenas, só não há sinais de que essa nova tentativa de entendimento vá favorecer a Amazônia. Os povos da floresta dão o bom exemplo do extrativismo sustentável, mas o desmatamento avança e a MP 910 cria ruídos, testando mais uma vez a capacidade de entendimento das forças políticas. Não se pode esperar que tudo venha da GLO, a operação militar de combate às ações ilegais na Amazônia Legal. A ação política é necessária.

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Com lideranças

O MDB já conta com as lideranças do governo Jair Bolsonaro no Senado – que é o enrolado com a justiça Fernando Bezerra (PE) – e na Câmara dos Deputados Eduardo Gomes (TO). O próximo passo do partido que foi atrelado aos petistas durante os mandatos de Lula e Dilma, é definir sua cota de ministérios na atual gestão e abrir indicações regionais. O cacique Confúcio Moura vice-presidente nacional deverá contar com um bom quinhão de cargos em Rondônia.

A recessão

O Japão, integrante do grupo de países mais desenvolvidos do mundo prevê sua pior recessão pós-guerra com a pandemia do coronavirus. Se a situação está assim e as nações europeias seguindo o mesmo caminho, o que dirá do Brasil que era considerado até pouco tempo um país emergente. A recessão está chegando na terra vede amarela com milhões de desempregados. Em Porto Velho é uma tristeza com tantos estabelecimentos já fechados nas principais avenidas.

A revitalização

Com recursos da contrapartida do consórcio que ergueu a Usina Santo Antônio, o prefeito Hildon Chaves (PSDB) assumiu o compromisso de entregar o projeto que trata da modernização da orla do Rio Madeira – o antigo projeto Beira Rio do prefeito Chiquilito Erse – até o final do ano. Será um grande passo para a revitalização do centro histórico, turbinando o turismo e o lazer na capital rondoniense.

Bolivia top

Quem diria! A conturbada Bolívia, considerada tão atrasada por tantos brasileiros é o País com melhor desempenho no combate a pandemia do coronavirus na América Latina. Com medidas duras impostas pela presidente interina e muita disciplina nos seus diversos departamentos, inclusive no fechamento das suas fronteiras com o maior vilão da região em números da peste –no caso o desgovernado Brasil –os bolivianos conseguiram tocar o barco muito bem.

O epicentro

O epicentro amazônico da peste do coronavirus estaria mudando de Manaus para Belém (PA), conforme o ex-ministro Mandetta, depois de meses aterrorizando o Amazonas e provocando uma superpopulação de defuntos nos cemitérios do vizinho estado. Que havendo novas mudanças de endereço novamente da peste, que o vírus esqueça de Porto Velho! A pandemia tem tomado proporções assustadoras nas últimas semanas na capital rondoniense.

Via Direta

*** Aos poucos os médicos cubanos que ficaram no Brasil estão voltando ao trabalho depois de uma sistemática rejeição do presidente Jair Bolsonaro *** Mas como a necessidade faz o sapo pular, a carência grande de profissionais da saúde em centenas de municípios brasileiros, os cubanos “comunistas” foram reabilitados *** A peste do coronavirus já fez uma grande vítima comercial em Porto Velho: a tradicional avenida Sete de Setembro. Dezenas de lojas estão fechadas fomentando o desemprego *** E num efeito cascata alguns lojistas que faliram já e em outras regiões da cidade estão indo embora para outras paragens com o pouco de mercadoria que restou, caloteando aluguéis, contas de água e luz *** Não bastasse, a pandemia e sua quarentena está enlouquecendo todo mundo *** Ninguém mais se entende dentro de casa. E as mulheres estão pagando o pato. É coisa de louco!


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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