porto velho - ro, 22 Agosto 2019 20:43:44

Marcelo Freire

coluna

Publicado: 13/12/2018 às 09h01min | Atualizado 13/12/2018 às 09h02min

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Dengue pode agravar saúde pública

O município de Porto Velho voltou a fazer parte do mapa de risco da dengue, um problema que deve ser visto com sinal de alerta por parte..

O município de Porto Velho voltou a fazer parte do mapa de risco da dengue, um problema que deve ser visto com sinal de alerta por parte dos gestores da saúde. A cidade, nesse período do ano, enfrenta risco de enchente e muitos problemas nos bairros periféricos que ainda não contam com saneamento básico e água tratada.

Em tempo de problemas na área da saúde, a dengue é uma grande ameaça para o setor. Nos últimos dias, as unidades de saúde da capital receberam técnicos do Tribunal de Contas do Estado. Eles constataram in loco as principais demandas da população e os gargalos na saúde.

Com risco de dengue batendo na porta do contribuindo, é possível que a situação se agrave ainda mais nos postos de saúde e o município precisa estar preparado para enfrentar mais esse problema.

Mas a dengue não é somente um problema do município de Porto Velho. No interior do Estado, a situação também pode se agravar. A dengue avançou nos últimos anos no interior do Estado e chegou a preocupar mais de 15 prefeitos.

Os municípios do Norte e Nordeste ainda estão bem longe de atingir bons índices de melhoria na política de saneamento básico. Em janeiro deste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou o mais recente estudo sobre o tema. Segundo o instituto, entre os 5.570 municípios brasileiros, 2.126 têm política de saneamento básico, mesmo que não seja regulamentada por instrumento legal, o que equivale a 38,2% do total.

A política de saneamento básico é o primeiro passo  para melhorar o índice dessas regiões, caso contrário, as consequências para o início do ano serão avassaladoras. O leitor não pode esquecer que neste ano, os casos de febre amarela deixaram em alerta o Ministério da Saúde. Na região Norte, o Amazonas registrou mais de mil casos da doença, seguido por Roraima. De lá, a doença se espalhou para outras cidades, inclusive Rondônia, onde foi analisado e registrado o primeiro caso este ano.

Dentro de alguns dias, essas regiões serão castigadas pelas fortes chuvas, trazendo com o tempo várias doenças, entre elas, a febre amarela, zika e chikungunya.

No ano passado, a maior proporção de municípios que declararam ter sofrido endemias ou epidemias de dengue, zika e chikungunya, nos últimos 12 meses anteriores à data da entrevista do IBGE, foi maior nas Regiões Nordeste e Norte, com destaque para a Região Nordeste, onde 29,6% dos municípios informaram a ocorrência de endemias ou epidemias de zika, e 37,3%, de chikungunya.


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sobre Marcelo Freire

Jornalista. Atualmente é editor-chefe do jornal Diário da Amazônia. Foi chefe da assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa de Rondônia, chefe da assessoria de imprensa do Ministério Público do Estado de Rondônia e assessor parlamentar na Câmara Federal. Formado em Jornalismo pela Faculdade Uniron, em Porto Velho, é pós-graduado em Assessoria de Imprensa pela Faculdade São Mateus. Atualmente é acadêmico do curso de Direito na Faculdade São Lucas, em Porto Velho.

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