Porto Velho/RO, 18 Setembro 2021 08:10:11

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 18/09/2021 às 08h08min | Atualizado 18/09/2021 às 08h10min

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Desespero pela sobrevivência leva motociclistas à morte e mutilação

Estamos entrando na Semana Nacional de Trânsito, período para refletir, debater e reeducar os condutores em favor da vida

Estamos entrando na Semana Nacional de Trânsito, período para refletir, debater e reeducar os condutores em favor da vida. Mesmo colocando a culpa no outro, ou na via ou nas condições do veículo, os dados sobre a violência no trânsito indicam que o brasileiro dirige mal e não tem desculpa. Por imprudência ou por má formação, o Brasil continua no topo dos países com maiores índices de mortes por trânsito.

Neste ano há uma preocupação maior. A crise causada pela pandemia do novo coronavirus levou muitos desempregados para as ruas na condição de motoristas por aplicativos e motoentregadores. Não existe estatísticas sobre o quantitativo desses trabalhadores considerando que grande parte atua de forma clandestina, até porque, ainda não existe uma regulamentação para a profissão e nem para esses serviços.

O problema maior fica para os motociclistas que, no desespero de fazer uma renda com base em entregas rápidas, colocam as suas vidas em riscos. O número de acidentes de trânsito envolvendo motociclistas cresceu no País inteiro, gerando outras estatísticas que são as mortes ou as mutilações.

Estima-se que o Brasil gasta cerca de R$ 130 bilhões ao ano com despesas hospitalares e patrimoniais decorrentes dos sinistros de trânsito. São cerca de 40 mil vidas perdidas por ano, o que, por si só, já deveria ser uma tragédia, NA 3ª Conferência Global de Segurança Viária, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), realizada na Suécia, em fevereiro do ano passado, os números atuallizados de mortes no trânsito revelaram que 1,35 milhão de pessoas perdem a vida a cada ano no mundo todo.

Pior do que o trânsito, somente uma pandemia. Dessa forma é preciso que a população brasileira abrece a causa não apenas por uma semana. É preciso reduzir essa tragédia e garantir a segurança viária. Além de melhorar a qualidade dos condutores com formação séria e responsável, tem que conscientizar para todos os tipos de cuidados. Desde o poder público até o bêbado que dirige, todos precisam compreender que a vida é mais importante do que qualquer outra razão.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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