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Chagas Pereira

coluna

Publicado: 27/12/2018 às 06h42min

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Despertando para uma nova realidade

Os brasileiros demonstram maior conscientização e preocupação com a qualidade de vida. Não por acaso que a busca por exercícios..

Os brasileiros demonstram maior conscientização e preocupação com a qualidade de vida. Não por acaso que a busca por exercícios físicos está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. Em academias ao ar livre e nas calçadas de ruas e avenidas tem sido comum encontrar pessoas, de praticamente todas as faixas etárias, em atividades físicas, seja por recomendação médica ou por iniciativa própria.

Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2017, elaborada pelo Ministério da Saúde, mostra que a quantidade de atletas corredores aumentou 194% no país, entre os anos de 2006 e 2017. No mesmo período, o estudo, divulgado esta semana, também revela uma maior procura pelas modalidades de luta, incluindo artes marciais, como o judô, karatê e o kung fu. Nesse caso, o aumento foi 109%.

Ao mesmo tempo, o futebol vem perdendo espaço nas capitais brasileiras. Durante o intervalo analisado, o total de praticantes da categoria desportiva caiu quase pela metade (43,5%). De acordo com o estudo, a caminhada é o exercício físico mais comum, sendo praticado por 33,6% da população. Na sequência, aparecem a musculação (17,7%), o futebol (11,7%) e as lutas e artes marciais (2,3%).

Além disso, estima-se que 37% da população das capitais brasileiras façam, ao menos, 150 minutos de atividade física por semana, mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Fragmentada nos sete dias da semana, a duração é de, aproximadamente, 22 minutos diários. O índice é motivo de comemoração, já que cresceu 24,1%, de 2006 até o ano passado.

Os dados apresentados no relatório da pesquisa comprovam que as pessoas começam a despertar para os fatores saúde e qualidade de vida e têm buscado exercitar-se cada vez mais. Tal preocupação seja decorrente de situações que lhes tenha deixado aflitas, principalmente por conta de doenças mais frequentes na atualidade, dentre as quais o estresse causado pela tensão do dia a dia.

A pesquisa destaca ainda uma predominância do hábito entre homens (43,4%) e pessoas nas faixas etárias de 18 a 24 anos (49,1%) e 25 a 34 anos (44,2%). Outra relação evidenciada pelo ministério é o grau de escolaridade dos desportistas, considerando que 47% dos brasileiros que praticam atividade física já têm completos 12 anos ou mais de educação formal.

Em Porto Velho, com exceção do Espaço Alternativo (o preferido) e outras poucas pistas destinadas a essa finalidade, existem dificuldades porque, fora do chamado centro, praticamente inexistem calçadas para a prática de caminhadas.


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